Experiência - Encontro das Tribos

 

Salve salve irmãos !

 

Este texto refere-se a experiência que passei em um show de reggae que aconteceu em um famoso estádio em São Paulo capital.

Não é minha tribo, mas foi uma experiência interessante.

 

    Esse final de semana foi um tanto quanto curioso e novo para mim. Enfim conheci a tribo do reggae, aquele som que contagia com a sua letra cheia de verdades e que nos faz enchergar muitas coisas. Um som um tanto quanto rústico por seus instrumentos antiquados como guitarra, bateria etc. Cheguei por voltas das 00:45.
    Em uma noite onde caía do céu algumas gotículas de água, e o frio consumia qualquer ser que por ali caminhasse, estava só. Vaguei por uns 30 minutos talves, em busca de um orelhão com o objetivo de comunicar-me com alguém conhecido. Porém, em um país como o Brasil, raro seria achar algum funcionando. Resolvi arriscar e caminhei em direção ao estádio.
    Lá, encontrei alguns trailers fast-food e alguns ambulântes vendendo bebidas alcoolicas para os que estão no mundão. Deixei tudo de lado e resolvi me embreagar. Pedi para um velhote me servir uma maria-mole caprichada, paguei o valor de R$ 4,00. Mesmo sabendo que estava sendo passado para tras por um ser que beirava a ignorância, o mundão me chamou e não exitei em pagar tal valor e virar um gole do "drink". Nessa hora os pingo's tomaram mais força e me resguardei em um local coberto feito por um dos ambulântes. Lá, encontrei seres como o Rato (mais parece um coelho), Vitor (neutro) e mais uns outros 4 que não me lembro o nome. Estavam com uma garrafa de Balantines (Wisky do puro) e me ofereceram um copo por R$ 5,00. Expus minhas idéias e não demorou muito até me convidarem em compartilhar a garrafa gratuitamente. Bebi até ficar bêbado. Conheci uma garota do reggae que estava com uma garrafa de vinho, tomando no gargalo mesmo. Fizemos amizade e ela por sua vez, começou a se jogar para cima de mim, se entregando. Eu achava estranho, uma vez que nem nos conheciamos direito para ela já agir de tal forma. Resolvi deixá-la de lado, até porque não me atraia fisicamente - único atributo que levo em consideração nessas condições - e entrei com meus amigos novos para prestigiar o evento.
    Chegando lá, deparei-me com o super-lotamento, pessoas mal-encaradas, alguns de braços cruzados e presos por se sentirem menos que outros enfim... Porém um lugar onde todos estão unidos por um ideal e onde a letra da música tem alguma coisa a ver com a paz.
    Entrei totalmente bêbado e encontrei com um amigo meu da época de colégio, no Jácomo. O David. Dei-lhe um abraço e disse que tinha saudades. Achei legal ter encontrado. Me lembrei da época em que jogava bola e praticava algum esporte, pelo fato de sermos do time da escola.
    Acenderam em algum lugar um cigarro que continha erva alucinógena, senti o cheiro e fumei de alguém. Me perdi... ...
Lembrei que estava com pessoas desconhecidas e senti que era a hora de começar a busca.
    Andei, perambulei e não encontrei ninguém. Sai da muvuca pois me senti como que em uma lata de sardinha, ou então, cheguei até a pensar em câmara de concentração nazista etc... Tempos depois, vagando sem rumo, por uma questão de sintônia extrema, encontrei Wavesinthebeach. Fiquei extremamente feliz em vê-lo e novamente a sensação de segurança me tomou. Agora sim conseguiria aproveitar o que o reggae tinha para oferecer. Agora sim!
Almir me levou até o setor conhecido...
     Encontrei com os demais irmãos, Vinicius, Fábio, Rodrigo, e até mesmo a criança Elias que abdicava de um enorme Black Power, confesso que cheguei a confundi-lo com um desenho animado que não me recordo agora. Em um ambiente totalmente descontraido, me libertei ! E a partir daí, comecei a curtir a festa. Achei legal !
    Pouco mais tarde, encontrei com os moleques, Pokemon, Rodrigo, Cabecinha e um menino que nunca vi na vida que privilegiava-se das tais companhias. Trocamos algumas idéias, mas logo me perdi deles.
    Lembro-me que, no intervalo de uma banda para outra, começou a tocar um som futurista, porém sem muita tecnologia. Mas mesmo assim, concretizei a idéia de que realmente esse era o futuro! Me senti homenageado nesta hora e atingi o ápice da experiência. Euforia foi o meu estado.
    Logo após, entrou o duende com sua banda pouco antiquada Ventania. Lembrei do Rodrigo na ocasião. Prestigiando-o, lembro-me de ter pensado em excentricidade nas coisas. Pessoas exêntricas que conheço, diferentes e etc... E ao mesmo tempo, pensei no Ventania, que por sua vez é muito excêntrico e creio que, só faz "sucesso" devido a isso mesmo, uma vez que seu som não tem nada de mais. Ou seja, um ser exêntrico, com letras inusitadas, porém com um som antiquado. Conclusões... .... .... Vai entender?! ha ha !
    Com a pilha já esgotada, entramos em uma sincronia e decidimos ir embora. Porém, deu uma confusão no final pois pensei que talves estivesse tirando o lugar de alguém, não me lembro direito, mas algo parecido com isso. Mas como estava muito cansado, decidi por deixar tudo pra lá e ir embora.
    No caminho, pensei no país em que vivemos. Olhava para o horizonte e via muitas matas, árvores, e periferia. Pensei que talvés na Europa as pessoas não estejam acostumadas em ver essas coisas. Só tem olhos para os belos arranha-céus, prédios comerciais etc.... E pensei também que o Brasil pode ser uma farsa. O Brasil talves nem exista. Na realidade ,a gente pode ser manipulado por essas pessoas de fora. Pois querendo ou não, nós fomos os excluidos. Os que partiram da migração de seus respetivos países. Os italianos que saíram da Itália, os Japoneses que saíram do Japão, os Alemães que saíram da Alemanha. E hoje, trabalhamos para eles!
   
Conclusões... ... ...
... ... ... Vai entende né?