Dread Zeppelin

      Em uma madrugada qualquer de 1987, a vida tranqüila que Greg Tortell levava como entregador de leite acabou-se quando a aparição de um disco voador na estrada o fez perder o controle do caminhão que dirigia, batendo em uma árvore. Após sair ileso do veículo e ser abduzido pelos extraterrestres que provocaram o acidente, ele recebeu uma missão: cuidar do legado de Elvis Presley, que voltara para o seu planeta dez anos antes e estava decepcionado com a forma como as coisas iam por aqui. E foi assim que, assumindo o nome de Tortelvis, pode-se dizer que ele retomou a carreira do Rei do Rock exatamente de onde ela tinha sido interrompida (já que ele tem a mesma voz e aparência que Elvis tinha dois segundos antes de morrer, inclusive os cerca de 150 quilos). Alguns anos depois ele se juntaria a um grupo de reggae decadente e reiniciariam as suas atividades com um show em 8 de janeiro de 1989 (o exato dia em que Elvis faria 54 anos se ainda estivesse vivo), com o nome de Dread Zeppelin.

 

 

       Essa é mais ou menos a versão que eu me lembro de já ter ouvido e é a que eu aceito como real, mas se você procurar bem, com certeza vai encontrar outras, todas elas oficiais. Originários de Pasedena, Califórnia (formação original: Jah Paul Jo e Carl Jah nas guitarras, Butt-Boy no baixo, Ed Zeppelin na percussão e Fresh Cheese and Cheese na bateria), a idéia inicial era fazer versões reggae de músicas do Led Zeppelin, com Tortelvis nos vocais. Devido ao sucesso dos primeiros shows, descolaram um contrato com a IRS Records e lançaram, em 1990, Un-Led-Ed, onde os destaques foram "Black Dog" (misturada com "Hound Dog" no refrão), "Heartbreaker" com a letra de "Heartbreak Hotel" e "Your Time Is Gonna Come" (considerada pelo próprio Robert Plant - aliás, fã da banda, ao contrário de Jimmy Page, que os odeia - como melhor do que a original). No ano seguinte, lançaram 5,000,000 (alusão ao LP "5,000,000 Elvis Fans Can't Be Wrong"), onde arriscaram sair um pouco da rotina com composições próprias e covers de Johnny Nash, como "The Train Kept A Rollin" e "Stir It Up". Mas o grande hit foi mesmo a versão reggae de "Stairway to Heaven", que se tornaria o maior clássico (e também a minha favorita) deles. Foi nesse ponto, aliás, que deu-se o que pode ser considerado o auge da carreira da banda, quando fizeram shows em países exóticos como Argentina e Brasil (no extinto Aeroanta em SP e no "Programa Livre" que o Serginho Groismman tinha na época no SBT) e freqüentaram por algum tempo as paradas de sucesso da Billboard e da MTV. Em 1992 eles racham e Tortelvis, Ed Zeppelin e Fresh Cheese and Cheese saem da banda. Por incrível que pareça, isto não impede o restante (com Butt-Boy - agora chamado de Gary B.I.B.B. - nos vocais) de lançar It's Not Unusual, um retumbante fracasso que lhes vale um pé-na-bunda da IRS no mesmo ano.

       Mas como os melhores do rock só estão nessa pela grana, Tortelvis e Ed voltam no ano seguinte e lançam Hot & Spicy Beanburger, com mais Led ("Kashmir", "Going To California", "Hot-Dog", etc) e uma inusitada "Unchained Melody" (aquela mesma, dos Righteous Brothers). A essa altura, a coisa toda já havia caído no ridículo total (se é que é possível um "ridículo relativo") e ninguém achou muito estranho terem incluído nesse cd a já lançada versão de "Stairway to Heaven". Em 94 lançam Spambake, fazem uma aparição no filme "National Lampoon's Last Resort" e logo depois Carl Jah e Ed saem da banda. No ano seguinte, lançam No Quarter Pounder, cujo destaque é "Viva Las Vegas". Em 96 (reparem na insistência dos idiotas) lançam The Fun Sessions (Tortelvis Sings The Classics), com covers menos reggae e mais rock de bandas como The Who, The Cream, Creedence Clearwater Revival, The Doors, Deep Purple, Lynyrd Skynyrd, Crosby Stills Nash & Young, Bad Company e Beatles. Logo após, Jah Paul Jo sai da banda. Em 97 lançam o "ao vivo" The Song Remains Insane (trocadilho com "The Song Remains The Same", do Led). Já trabalhando há tempos no esquema independente, lançam, em 2000, De-Jah Voodoo, só com versões de músicas do Led Zeppelin (inclusive "Stairway to Heaven", é claro). Mas dessa vez deixam o reggae de lado e as traduzem para o jazz, techno, hip-hop e até para uma espécie de nu metal meio esquisito, com um resultado que é preciso calma para se digerir. De lá para cá não sei dizer o que eles vêem fazendo, mas duvido que estejam parados. Quer dizer, espero que não, pois, afinal, histórias à parte, o que importa mesmo em se tratando desses caras, é a música que eles fazem, algo do mais divertido já feito (pelo menos de forma intencional) na história dessa puta velha que é o rock'n roll.

 

Segue os CDs pra download:

 Un-Led-Ed

   01. Black Dog
02. Heartbreaker (At The End Of Lonely Street)
03. Living Loving Maid
04. Your Time Is Gonna Come
05. Bring It On Home
06. Whole Lotta Love
07. Black Mountain Side
08. I Can't Quit You Baby
09. Immigrant Song
10. Moby Dick

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 Bar Coda

01. Celebration Day
02. Lemon Song
03. No Woman No Cry
04. The Ocean
05. The Rover
06. Suspicious Minds
07. Out on the Tiles
08. That's Alright Mama
09. Thank You
10. Bar Coda
 

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Se  quer ouvir o som antes de baixar os CDs veja um vídeo no youtube:

[youtube:http://www.youtube.com/watch?v=3CO7FPU7a2g]

 

Fonte: www.lagrimapsicodelica.blogspot.com