Cogumelos Alucinógenos - uma experiência


 

Num serviço de utilidade pública, um intrépido membro da indômita comunidade Raoul Duke submeteu-se a um ousado experimento com cogumelos. Caso alguém já queira processá-lo no primeiro parágrafo, é bom lembrar que cogumelos não são drogas ilegais. Até porque nascem nos pastos e seria preciso encarcerar todas as vacas do mundo para dar cabo deles.

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O que é o homem exatamente?

 

 


 

     "O homem é um mero talvez, uma possibilidade, um potencial, um tornar-se, uma vontade. O homem não é, ainda. O homem ainda tem que ser. Essa é a agonia do homem e o seu êxtase também. A besta é, e nenhum crescimento lhe é possível. É um produto acabado. Na besta não há qualquer possibilidade de procura, de busca, de ser. Nesse caso, não há qualquer liberdade. A besta está em absoluta escravidão. A besta vive e morre sem saber que ela vive e morre. A besta é, mas ela não sabe que ela é.

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Paranóia H1N1

Acho que os sintomas mais fortes do H1N1 são paranóia e perda gradativa do bom senso.

[youtube:http://www.youtube.com/watch?v=CcgCBiyGljM]

Tenho visto com um certo desgosto e agora indignação o “cerumano” cair na paranóia H1N1. Só por esta primeira frase irei receber uma enxurrada de comentários me crucificando pelo “descaso com a saúde pública”. Mas antes de você dar a primeira martelada em meus cravos, vamos deixar o medo de lado e vamos ver alguns números?

Os números mentem

Já me disseram (em tom de conspiração governamental) que os números oficiais estão distorcidos e que os casos seriam muito mais. Claro que são muito mais. Olhe a afirmação do governo em seu boletim informativo:

A taxa de mortalidade dos casos confirmados de SRAG pelo novo vírus é de 0,029 óbitos por 100 mil habitantes. Cabe destacar que, de acordo com o protocolo brasileiro, o cálculo da taxa de letalidade em relação ao total de casos de influenza não é mais utilizado como parâmetro para monitorar o comportamento da doença, uma vez que os casos leves não são mais notificados, exceto em surtos.

Isso mesmo que você leu, casos leves não são contabilizados. Somente aqueles que se tornam graves. Vou repetir mais uma vez, pois eu sei que possuído de paranóia a pessoa não entende o que os outros dizem: casos leves não são contabilizados. Mas por que diabos o governo faria uma coisa dessa com um virus “tão mortal” quanto o da gripe suína?

O nível de gravidade dos casos de influenza A (H1N1) e de gripe comum se mantém semelhantes (19% para a nova gripe e 18,5% para a gripe sazonal), reforçando a indicação de que a abordagem clínica para diagnóstico, tratamento e internação deve ser a mesma para os casos de síndrome gripal. – Boletim do Ministério da Saúde.

Devo lembrar que inclusive os casos de gripe comum, só os casos graves é que são contabilizados. Ou você acha que o governo contabiliza a gripe que você pegou no ano passado? Mesmo porque você comprou um antigripal, foi pra casa, dormiu e sarou. Nem pisou no sistema público de saúde.

Você assimilou a informação? A gripe suína NÃO É MAIS MORTAL QUE a gripe comum. Entendeu? Vou falar novamente para dar tempo para as sinapses nervosas: A GRIPE INFLUENZA A NÃO É MAIS MORTAL que a gripe comum. Vou trocar a cor da fonte: a gripe H1N1 não é mais mortal que a gripe comum.

Casos Graves

Você entendeu que a Influenza A só mata com uma certa configuração de fatores? Você entendeu isso? Mesmo? Está lúcido e acordado?

tabela_risco_influenza_a_n1h1

Fonte: Ministério da Saúde

 

Medo, paranóia, marketing e sindrome Helen Loverjoy

O medo é ótimo para a política. Já dizia Maquiavel que tudo que um governante precisa é de uma crise para baixar as medidas drásticas que nunca são aceitas. Vide 11 de setembro, guerras, terrorismo, desastres naturais…

Basta matar grávidas, crianças e idosos que as pessoas ficam alarmadas, mesmo que isso represente somente umas 60 pessoas entre 180 milhões.

A verdade é que quando uma criança morre nós ficamos comovidos, leia-se abobalhados. Quando uma grávida morre dando a luz, nós ficamos comovidos, leia-se irracionais. Quando um velinho morre, nós ficamos comovidos, leia-se burros.

E quando temos alguém para colocar a culpa e queimar na fogueira, essa comoção toma proporções épicas, com direito a garfos de feno, tochas, tacapes e turbamulta. Alguém tem que ser o culpado.

Proporções da paranóia

  • Em média, no Brasil, 1455 pessoas se infectam com AIDS por mês. Mas AIDS já não vende mais notícia (fonte).
  • Em 2008, (dados parciais até out/2008) tivemos 5.124 casos de Hepatite B – HBV (fonte).
  • Em 2007 o HBV teve 11.560 casos com 467 óbitos, taxa de mortalidade de 0,0403. O dobro do H1N1. (fonte)
  • 35.146 pessoas morreram no trânsito brasileiro, isso é bem mais que 60 pessoas (fonte)
  • AIDS mata 31 vezes mais do que o influenza A. A taxa de mortalidade da AIDS é de 0,9 por 100.000 habitantes, o do H1N1 está em 0,029.
  • 493.949 casos de dengue de janeiro a junho de 2007, com 93 mortes. (fonte)

Você entendeu que foram quase meio milhão de casos de dengue no Brasil em menos de 6 meses? E que a AIDS tem taxa de mortalidade 31 vezes maior, que HBV mata mais e ninguém noticia. E que se H1N1 é pandemia o que diremos de dengue, AIDS e HPV? Sem falar no trânsito…

Empresários

Por haver uma grande demanda pública por H1N1 os empresários acabam se adaptando ao mercado e induzindo ainda mais a paranóia, distribuindo máscaras (o que os profissionais de saúde dizem que em certas circustâncias é pior!) alcool em gel, etc.

Eu não posso compactuar com a histeria e a paranóia. Prevenir é bem diferente de aderir ao movimento fim do mundo.

Minha consciência grita ao ver todos ao meu redor assumindo medidas de pseudo-segurança só para agradar o cliente. E assim que a “febre” do H1N1 for noticia velha, irão adotar os mesmos hábitos antigos de se manter fechados no inverno, de lavar as mão com menos frequência, coçar o nariz despuradamente, espirrar no ônibus, mesmo que isso espalhe outras doenças respiratórias, vão continuar bebendo e dirigindo…

Ou seja, não estão fazendo isso para mudar um hábito, estão fazendo isso para aplacar a turbamulta e preservar os seus negócios. Ok, válido.

Mas e se ao invés disso trabalhássemos para consciêntizar a população para parar o medo infundado e a dissiminação de boataria?

Usando os Axiomas

  • Não acredite.
  • As coisas não são o que parecem.

Um apelo

Não se deixe influenciar pela massa, mídia, etc. Se você faz o Método DeRose, mostre sua lucidez e pesquise, converse, informe-se, cheque e principalmente não seja ovelha.

Isso não quer dizer que eu estou afirmando para você não se cuidar, eu estou dizendo para você não ser contaminado pelo outro virus: o da paranóia.

Anti-virus H1N1

  • “Ouvi dizer que…” – Quem disse? Era um profissional da saúde envolvido diretamente no processo?
  • “Li no jornal que…” – Qual era a fonte do jornal? Era alguém ligado diretamente a questão H1N1?
  • “O secretário de saúde disse…” – Secretário de saúde é um político e como tal faz sua fama dizendo o que o povo quer ouvir e não o que precisa ser dito.
  • “Meu primo me contou que o governo está diminuindo os números para não gerar caos…” – você acreditou? Checou? Quais são os indícios.

 

 

Fonte: swasthya.marcocarvalho.com

"Se encontrar Buda no seu caminho MATE-O" - OSHO


 Paga-se mal a um mestre, quando se continua sempre a ser o aluno
(Friedrich Nietzsche, Ecce Homo, Prólogo, parágrafo 4)
 

     Há um ditado Zen de imenso valor que diz: "Se você encontrar o Buda no caminho, mate o Buda". Mas Buda está morto há 25 séculos! Onde você vai encontrá-lo, e de que maneira? E como você pode matar alguém que já está morto há 25 séculos?

     É um sentido totalmente diferente: Esta é uma mensagem para o discípulo que ama Buda, que o ama tanto que existe a possibilidade de que Buda se torne sua última barreira - porque ele ama, porque ele é um discípulo, porque ele medita e penetra cada vez mais dentro do seu ser, ele se sentirá cada vez mais grato a Buda. E, no último momento, o Mestre deve ser deixado para trás... no último momento. Bem no fim você deve dizer adeus ao Mestre também. Lembrem-se de que isto é uma coisa interior, e não tem nada a ver com o exterior. Quando quase todos os pensamentos desaparecerem, e só um restar: o do seu Mestre.

     E muito difícil dizer adeus. Você deve tanto para o Mestre - ele tem sido sua fonte, sua transformação; Ele tem sido sua nutrição, sua vida; Ele trouxe você ao longo de todo o caminho. E agora dizer adeus para a pessoa que tem sido seu guia, seu amigo? Dizer que adeus para aquele que tem sido um companheiro constante na noite escura da alma; Justo quando o amanhecer está vindo, devo dizer adeus para ele? Parece impossível! E o discípulo, no último instante, começa a se agarrar à idéia do seu Mestre.

     Mas isso se torna uma barreira. O próprio Mestre dará ele mesmo um empurrão, e se você não atentar para o empurrão, então ele lhe dará um pontapé na bunda! - Porque você tem que ir, você tem que entrar no desconhecido.

     O Mestre mesmo diz - eu digo a você - "Se você me encontrar no caminho, mate-me!" Mas o que significa isso? Você não me encontrará na Rua M.G.! Se você for pra dentro de si mesmo, na última esquina estarei esperando por você.

     E será difícil dizer adeus, sempre têm sido difícil dizer adeus. Daí o ditado dizer apenas para matar o mestre; Não há necessidade nem de dizer adeus; Mate o Mestre, para que não haja necessidade de olhar para trás; Mate o Mestre, para que você agora possa estar totalmente só, com nem mesmo a sombra do Mestre com você. E isto é feito em grande agradecimento, em grande gratidão.

     Primeiro se torne um discípulo, comece a mover-ve pra dentro de si, e só então poderá me encontrar. Você não me encontrou nem exteriormente, como pode você interiormente me encontrar? Você já não chegou nem perto de mim, como pode estar num estado de se apegar a mim? Você está longe, distante, você está evitando. Você não disse nem bom-dia, então, qual o problema de dizer adeus?

     Primeiro se torne um discípulo. Mova-se pro seu interior, deixe-me ajudá-lo até a última etapa, e então certamente, se você me encontrar no seu caminho interior, mate-me.

     Mas acontece que as pessoas só entendem de acordo com suas próprias idéias. Você não entendeu este koan Zen. Lembre-se novamente, não é que o discípulo mate o Mestre em raiva. Ele o mata em gratidão. Na verdade, ele o mata porque o Mestre o ordena a isso; Ele simplesmente segue a ordem - chorando, lamentando, com lágrimas em seus olhos. E mesmo quando ele foi morto, a gratidão permanece.

     Os Mestres que estavam dizendo a seus discípulos "se você encontrar o Buda no caminho, mate-o" estavam adorando Buda todo dia, manhã, tarde, noite. Eles estavam se prostrando ante Buda. E muitas vezes devem ter sido inquiridos pelos discípulos: "Senhor, você diz se você encontrar o Buda no caminho, mate-o; Então, por que você o adora?" E ele diria: "Porque ele é o único mestre no mundo... Buda é o único mestre no mundo que ajuda você a livrar-se dele também, daí a gratidão".

     Você não entendeu a frase. Estas frases têm um significado muito diferente do que parece. Para entendê-las, você terá que se tornar um pouco adulto. Até onde estas frases alcançam, você é como uma criança.

     Se você me encontrar no caminho, mate-me. Mas primeiro, por favor, estaja no caminho - onde estarei esperando por você, para ser morto por você. Mas você não sabe de uma coisa que nunca é dita. Esta frase é só metade disto; A outra metade - a primeira metade - está faltando. Antes de você poder me matar, eu matarei você. É como você entrará no caminho!

 

Osho; The Guest

 

2012 não é o fim do calendário maia, e nem o fim do mundo. Pelo menos os maias não disseram nada disso...

Um senhor, chamado José Arguelles, trabalhou num livro, entre 1986 e 1987, livro chamado "O Fator Maia". Nesse livro, ele comete uma série de erros, mas o principal deles foi ter modificado a ordem dos ciclos maias em relação ao ciclo original de 2012. Na prática, ele pegou carona no ciclo de 2012, mas MUDOU toda a ordem dos ciclos que se relacionam a ele, destaque especial para o TZOLKIN, o Calendário Sagrado, ou o calendário dos "kins". Ele modificou a ordem sem maiores explicações, e divulgou, dentro desse livro, como se a ordem que ele criou fosse genuinamente maia.

Depois disso, ele passou a divulgar o calendário dele, com o nome de Dreamspell ("Encantamento do Sonho"), uma referência à origem do calendário dele, que são os sonhos que ele teve. Esse calendário ficou mais conhecido aqui no Brasil como "Calendário da Paz" ou "Sincronário da Paz". Dentro esse calendário, ocorreu uma "mistura da nova era", digamos assim, onde incluíram runas, i ching, sempre sob a leitura pessoal do Arguelles, e também começou a idéia de que os maias foram para outro plano, que maias são ETs, etc, etc. Pegaram carona também na "Bandeira da Paz" e na "Federação Galática".

Houve um movimento, ainda na primeira parte da década de 90, que visava substituir o calendário gregoriano pelo calendário dele, onde o Arguelles chegou a se reunir com gente da ONU e do Vaticano, mas não teve sucesso, e passou a botar a culpa no "maldito capitalismo", depois que não conseguiu apoio dele. O argumento era que "o calendário gregoriano está errado", "devemos sair da 'frequência' 12:60 (12 meses, 60 minutos) para a frequência 13:20 (13 'tons' e 20 'selos', base matemática do calendário sagrado)". Entretanto, o Calendário da Paz desrespeita o ciclo original de 2012 e, ao mesmo tempo, ESTÁ PRESO ao calendário gregoriano. Há uma contradição: ele diz que o calendário gregoriano é "coisa ruim", mas o calendário da paz está totalmente preso ao mesmo calendário que ele pinta como se fosse o diabo.

A comunidade acadêmica nunca reconheceu esse calendário, e o criador do mesmo foi "obrigado" a esclarecer ao público de q o calendário dele NÃO era o calendário maia, por não ter bases suficientes para comprovar aquilo q ele dizia no livro publicado na década de 80. Entretanto, ele começou a dizer que o calendário dele era o calendário dos "maias galáticos", numa tentativa de afirmar o calendário dele como se fosse um maia "evoluído" (coisa que é repetida por muita gente, mas que não tem base alguma), e estranhamente ele passou a ser cada vez mais o centro das atenções dentro do calendário que criou, onde ele é colocado como "encerrador dos ciclos", "enviado de outros planetas" e uma possível "reencarnação" de um conhecido rei-sacerdote maia. Mais uma vez, tudo baseado nos SONHOS dele (literalmente, ele sonhou e relatou, etc, etc), mas que obviamente ele não tem como comprovar. A coisa toda acaba se resumindo à fé no CRIADOR do Calendário da Paz. Mas lembrem-se: se o calendário da paz funciona com você, isso não quer dizer muita coisa pois, como disse um sábio senhor, "o calendário sagrado dos maias é um oráculo, e todo oráculo responde se você colocar energia nele", mesmo se você não o utilizar em acordo com os maias. Dizer que o Calendário da Paz é maia é passar por cima da história, da arqueologia, da antropologia, etc, etc, etc. É um crime cultural, eu diria. Afinal, se trata de um calendário mais novo do que boa parte das pessoas que aqui estão.

A questão é que 20 anos atrás esse assunto era domínio de poucos, e quando o cara chegou trazendo tudo isso um monte de gente aceitou sem questionar. No Brasil, então, piorou: até 2006, quando eu iniciei um projeto de esclarecimento e transmissão de conteúdos condizentes com o calendário maia original, o "grande público" só tinha acesso a conteúdos em português sobre o "Calendário da Paz" !

O fato de o ano novo ser sempre em 26 de Julho demonstra como o Calendário da Paz é preso ao gregoriano. Mas é também uma mentira dizer que 26 de Julho é o ano novo maia.

Para saber mais, existe um pequeno artigo meu, de 2006, que trata sobre a página do livro "O Fator Maia" onde Arguelles literalmente diz que o calendário dele é maia, mas comete erros primários:
http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=17055759&tid=2475817868972769492&start=1

Um amigo e colaborador português escreveu um artigo que determina vários outros erros contidos nesse livro, artigo esse que pode ser acessado no seguinte link:
http://www.hippies.com.br/index.php/component/content/article/15-artigos/varios/732-erros-de-calculo-no-livro-o-fator-maia-de-jose-argueelles.html

Ou ainda, em links alternativos:
Download link 1

Download link 2

Existe, ainda, a minha comunidade, "Calendário Maia NATIVO", para quem quiser. E também podem falar comigo direto pelo meu perfil.
Abraços, e espero que possamos esclarecer isso para todos durante o festival desse ano (Festival Fora do Tempo)

Fonte: calendariosagrado.org

A divindade do amor

 


 

 

     Somos a gente da terra. Enviados como mensageiros do arco de íris. Somos um fluxo continuo da mais pura energia. Somos partículas transcendentais da meditação criadora e por isso temos em potência tudo aquilo que pode transformar as diversas realidades.

     Em minhas meditações acerca da vida tendo como premissa a idéia de um Todo que ordena e permite as infinitas manifestações e até mesmo o não manifesto, descobri empírica e racionalmente a necessidade de se viver sob a lei divina do amor. Divina não porque se encontra acima da gente da terra, na mão dos deuses, mas pelo contrário, porque habita em tudo, como aquele sopro que a tudo penetra, e tem o poder de transformar um homem em um Deus.

     Aquele que age de acordo com a lei divina do amor, tem a mente limpa e o coração tranqüilo, não é afetado pelos devaneios egóicos, mas sim guiado pelos sonhos mais lindos de uma felicidade eterna, que se dá somente no presente.

     O passado e o futuro são apenas estruturas criadas pela superfície do Eu, que não tem a capacidade de apreender as infinitas possibilidades que somente o presente pode propor-sonhar (proporcionar).
O amor é como um cisco de compreensão que completa as existências e as reúne em sua magia, no mundo visível e na complexidade do mundo invisível

     Na verdade o que sustenta a magnitude desse amor é a invisibilidade que permite com que ele se espalhe, na doação mutua e verdadeira, até mesmo em meio a tantas mazelas e doenças espirituais do mundo contemporâneo. O amor em sua força sublime, em sua divindade autêntica, é a pura manifestabilidade.

     Toda a criação faz um percurso que vai do mundo manifesto ao não manifesto, e o amor como força criadora e potência de transformação é esse próprio percurso, pois somente ele pode emancipar.

     É através da abertura espiritual em relação a tudo que existe que podemos conhecer esse amor, e uma vez depois de conhecido ele enche as almas de luz e expande as existências para um campo de leveza, onde tudo se enche de beleza aos olhos que antes estavam cegos. Somente o amor pode curar a dor do Todo, porque ele é o todo-penetrante, o princípio e o fim, a sabedoria e a justiça do mundo.

     Essas são umas poucas palavras a respeito do amor, e com elas torna-se possível para quem compreendê-las uma mudança transcendental. Transcendental no sentido de que acontecerá na matéria e além dela, em uma dimensão completamente maravilhosa.

AMÉM...

 

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A explicação escandalosa de Dilma para não ter conseguido gerenciar nem uma lojinha de R$ 1,99. Ela fornece dados mentirosos sobre a economia do país. Eu provo!

Na década de 90, Dilma montou duas lojas para vender bugigangas importadas do Panamá. Não deu certo. A gerente do PAC não conseguiu levar o negócio adiante. O “empreendimento” durou um ano e cinco meses. Fechou em julho de 1996. “A gente esperava uma loja com artigos diferenciados, mas, quando ela abriu, era tipo R$ 1,99. Eram uns cacarecos”. A afirmação é de Bruno Kappaun, dono de uma tabacaria no centro comercial Olaria, onde se instalou uma das lojas. E como Dilma explica a sua incompetência? Vocês podem não acreditar, mas aconteceu! Ela culpou… FHC!!! Não por acaso, o nome do empreendimento era “Pão & Circo”. Pão, pelo visto, não rendeu. Mas continua a render circo…

Na tarde desta terça, depois de um encontro com Robson Andrade, presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), a mulher que quer comandar o Brasil explicou por que não conseguiu tocar duas lojinhas de 1,99:  “Quando o dólar está 1 por 1 e passa para 2 ou 3 por 1, ele [o microempresário] quebra. É isso que acontece com o microempresário, ele fecha. A minha experiência é essa e de muitos microempresários desse pais”.

Ah, bom!

Só que Dilma está contando o contrário da verdade. E isso parece ser um traço compulsivo de seu caráter. O que quer dizer “dólar a 3 por 1?? É assim, com essa clareza, que ela pretende governar o país se eleita?

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A família trance: uma introdução (versão resumida)


Marija Ludovic é uma mulher de quarenta e poucos anos. Há cinco anos atrás ela conheceu Lukas Kappel, fato que transformou a vida de ambos. Ela nasceu na Croácia e cresceu na Alemanha. Ele, nasceu e cresceu na Alemanha. No entanto, o ponto de encontro do casal foi a ilha de Ibiza, no litoral da Espanha.

Marija trabalhou durante 10 verões europeus iluminando as pistas de dança das casas noturnas mais badaladas daquele paraíso hedonista. Como é corriqueiro entre os trabalhadores do mercado de diversão de Ibiza, durante o inverno, no ano de 2005, ela viajou à Ásia.  Retornando de sua estadia em Koh Pheng, na Tailândia, ela descobriu ter levado consigo o protozoário transmissor da malária. O resultado foram dois meses impossibilitada de trabalhar, o que acarretou dificuldades em arcar com os compromissos financeiros do aluguel da casa e de manutenção do automóvel. Foi quando apareceu Lukas em sua vida.

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A Guerra do Rio. A farsa e a geopolítica do crime

Nós que sabemos que o “inimigo é outro”, na expressão padilhesca, não podemos acreditar na farsa que a mídia e a estrutura de poder dominante no Rio querem nos empurrar.
Achar que as várias operações criminosas que vem se abatendo sobre a Região Metropolitana nos últimos dias, fazem parte de uma guerra entre o bem, representado pelas forças públicas de segurança, e o mal, personificado pelos traficantes, é ignorar que nem mesmo a ficção do Tropa de Elite 2 consegue sustentar tal versão.

O processo de reconfiguração da geopolítica do crime no Rio de Janeiro vem ocorrendo nos últimos 5 anos. De um lado Milícias, aliadas a uma das facções criminosas, do outro a facção criminosa que agora reage à perda da hegemonia. Exemplifico. Em Vigário Geral a polícia sempre atuou matando membros de uma facção criminosa e, assim, favorecendo a invasão da facção rival de Parada de Lucas. Há 4 anos, o mesmo processo se deu. Unificadas, as duas favelas se pacificaram pela ausência de disputas. Posteriormente, o líder da facção hegemônica foi assassinado pela Milícia. Hoje, a Milícia aluga as duas favelas para a facção criminosa hegemônica.

Processos semelhantes a estes foram ocorrendo em várias favelas. Sabemos que as milícias não interromperam o tráfico de drogas, apenas o incluíram nas listas dos seus negócios juntamente com gato net, transporte clandestino, distribuição de terras, venda de bujões de gás, venda de voto e venda de “segurança”.

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A hora e a vez da ecologia mental

No dia 2 de fevereiro de 2007 ao ouvir em Paris os resultados acerca do aquecimento global dados a conhecer pelo Painel Intergovernamental das Mudanças Climáticas (IPCC) o então Presidente Jacques Chirac disse:

”Como nunca antes, temos que tomar a palavra revolução ao pé da letra. Se não o fizermos o futuro da Terra e da Humanidade é posto em risco”.

Outras vozes já antes, como a de Gorbachev e de Claude Levy Strauss pouco antes de morrer advertiam: “ou mudamos de valores civilizatórios ou a Terra poderá continuar sem nós”.

Esse é o ponto ocultado nos forums mundiais, especialmente o de Copenhague. Se for reconhecido abertamente, ele implica uma autocondenação do tipo de produção e de consumo com sua cultura mundialmente vigente.

Não basta que o IPCC diga que, em grande parte, o aquecimento agora irreversível é produzido pelos seres humanos.

Essa á uma generalização que esconde os verdadeiros culpados: são aqueles homens e mulheres que formularam, implantaram e globalizaram o modo de produção de bens materiais e os estilos de consumo que implicam depredação da natureza, clamorosa falta de solidariedade entre as atuais e as futuras gerações.

Não adianta gastar tempo e palavras para encontrar soluções técnicas e políticas para a diminuição dos níveis de gases de efeito estufa se mantivermos este tipo de civilização.

É como se uma voz dissesse: “pare de fumar, caso contrário vai morrer”; e outra dissesse o contrario: “continue fumando, pois ajuda a produção que ajuda criar empregos que ajudam garantir os salários que ajudam o consumo que ajuda aumentar o PIB”.

E assim alegremente, como nos tempos do velho Noé, vamos ao encontro de um dilúvio pré-anunciado.

Não somos obtusos a ponto de dizer que não precisamos de política e de técnica. Precisamos muito delas.

Mas é ilusório pensar que nelas está a solução. Elas devem ser incorporadas dentro de um outro paradigma de civilização que não reproduza as perversidades atuais.

Por isso, não basta uma ecologia ambiental que vê o problema no ambiente e na Terra. Terra e ambiente não são o problema.

Nós é que somos o problema, o verdadeiro Satã da Terra quando deveríamos ser seu Anjo da Guarda. Então: importa fazer, consoante Chirac, uma revolução. Mas como fazer uma revolução sem revolucionários?

Estes precisam ser suscitados. E que falta nos faz um Paulo Freire ecológico! Ele sabiamente dizia algo que se aplica ao nosso caso:

”Não é a educação que vai mudar o mundo. A educação vai mudar as pessoas que vão mudar o mundo”.

Precisamos destas pessoas revolucionárias, caso contrario, preparemo-nos para o pior, porque o sistema imperante é totalmente alienado, estupificado, arrogante e cego diante de seus próprios defeitos. Ele é a treva e não a luz do túnel em que nos metemos.

É neste contexto que invocamos uma das quatro tendências da ecologia (ambiental, social, mental, integral): a ecologia mental.

Ela trabalha com aquilo que perpassa a nossa mente e o nosso coração. Qual é a visão de mundo que temos?

Que valores dão rumo à nossa vida? Que espiritualidade cultivamos? Como nos devemos relacionar com os outros e com a natureza?

Que fazemos para conservar a vitalidade e a integridade de nossa Casa Comum, a Mãe Terra?

Não dá em poucas linhas traçar o desenho principal da ecologia mental, coisa que fizemos um inúmeras obras e vídeos.

O primeiro passo é assumir o legado dos astronautas que viram a Terra de fora da Terra e se deram conta de que Terra e Humanidade foram uma entidade única e inseparável e que ela é parcela de um todo cósmico.

O segundo, é saber que somos Terra que sente, pensa e ama, por isso homo (homem e mulher) vem de húmus (terra fecunda).

O terceiro que nossa missão no conjunto dos seres é de sermos os guardiães e os responsáveis pelo destino feliz ou trágico desta Terra, feita nossa Casa Comum.

O quarto é que junto com o capital natural que garante nossa bem estar material, deve vir o capital espiritual que assegura aqueles valores sem os quais não vivemos humanamente, como a boa-vontade, a cooperação, a compaixão, a tolerância, a justa medida, a contenção do desejo, o cuidado essencial e o amor.

Estes são alguns dos eixos que sustentam um novo ensaio civilizatório, amigo da vida, da natureza e da Terra. Ou aprendemos estas coisas pelo convencimento ou pelo padecimento.

Este é o caminho que a história nos ensina.

 

fonte: oglobo.globo.com/pais/noblat

A lição dos portugueses

Tratar o usuário de drogas como paciente, e não como criminoso, reduziu o consumo em Portugal. Isso pode dar certo também no Brasil?
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Estela Silva
SEM CRIME
Usuário fuma maconha numa rua do Porto. Deixar de prender não incentivou

Dez anos separam duas realidades de um mesmo país. Até 2000, Portugal era tomado pela pior epidemia de drogas de sua história – e uma das mais graves da Europa. Hoje, os portugueses orgulham-se de sua bem-sucedida política de descriminalização. Na década de 1990, o país chegou a ter 150 mil viciados em heroína (quase 1,5% da população). Em 2001, o governo português arriscou: descriminalizou a posse individual de todas as drogas, da maconha à heroína. De lá para cá, a polícia portuguesa não prende quem porta pequenas quantidades de droga. No lugar da punição, os usuários flagrados são encaminhados para tratamento. Quando essa decisão foi aprovada pelo Parlamento, temia-se uma explosão no consumo. Mas o que se vê agora é uma queda no uso de todas as drogas e em todas as faixas etárias (leia nos quadros) .

Os números positivos da descriminalização só vieram a público no ano passado, com a publicação de um relatório do Cato Institute. Entre 2001 e 2006, as mortes por overdose caíram de 400 para 290. O registro de pessoas infectadas pelo HIV por compartilhar seringas contaminadas passou de 2 mil para 1.400. Mais importante: Portugal não virou destino para jovens europeus dispostos a se drogar sem que a polícia os incomodasse.

A teoria por trás da política liberal de descriminalização se baseou numa premissa humanista: “Você precisa fazer uma escolha entre tratar o usuário como criminoso ou como um paciente que precisa de ajuda”, diz Manuel Cardoso, diretor do Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT). Para a lei portuguesa atual, quem é flagrado usando ou portando pequenas quantidades de droga não responde criminalmente. O limite é uma dose suficiente para dez dias de consumo. Se apanhado pela polícia, no entanto, esse usuário será encaminhado para uma “comissão de dissuasão”. No ano passado, cerca de 7.500 portugueses passaram pelas comissões. Um psicólogo, um advogado e um assistente social avaliam o perfil do usuário e recomendam tratamento ou multa. A penalidade para os traficantes em nada mudou. Quem negocia qualquer tipo de droga vai para a cadeia como um criminoso comum.

A medida pode parecer radical, mas seus efeitos mostram que ela teve êxito ao enfrentar a explosão da droga, iniciada nos anos 70, no embalo das mudanças de comportamento que sacudiram o país com a Revolução dos Cravos. Quando Portugal decidiu mudar sua lei antidrogas, em 2001, a Europa carregava na memória as imagens deprimentes de “zumbis” vagando pela Platzspitz, em Zurique, na Suíça. Lá, o que era para ser uma praça pública para os usuários se drogarem de maneira “segura”, com vigilância médica e seringas limpas, transformou-se num parque de diversões para drogados e traficantes. A Suíça reconheceu o fracasso da medida e fechou a praça em 1992.

A experiência de descriminalização em Portugal não repetiu o fracasso dos suíços. As primeiras estatísticas a chamar a atenção das autoridades portuguesas foram as do sistema de reabilitação dos usuários de drogas. De 1999 a 2008, o número de viciados que passaram por tratamento saltou de 6 mil para 24 mil. Para atender os novos usuários que procuraram a reabilitação, o uso de metadona, uma substância química usada no tratamento de toxicodependentes de heroína, quase triplicou entre 2001 e 2006. “Quando era tratado como criminoso, o usuário ficava no submundo”, diz Cardoso. “É esse o usuário que agora busca tratamento.”

O crescimento da procura pela reabilitação não mostrou nenhuma relação com o aumento do consumo – um dos maiores temores de quem criticara a lei no passado. As estatísticas do IDT mostram que o número de crianças e adolescentes que já experimentaram algum tipo de droga na vida diminuiu em todas as faixas etárias e em todos os tipos de droga. O uso de heroína, um indicador muito sensível para os portugueses que se lembram da epidemia da droga, continuou estável. Entre 2001 e 2007, a porcentagem de pessoas de todas as idades que admitem ter experimentado a droga pelo menos uma vez passou de 1% para 1,1%, uma diferença considerada insignificante pelos estudiosos.

A maconha, droga que já foi consumida por pelo menos 10% dos portugueses acima dos 15 anos, também parece ter saído de moda. Hoje, Portugal está entre os países com um dos menores índices de consumo da droga na Europa. O número impressiona quando comparado, por exemplo, ao consumo de maconha nos Estados Unidos, onde 39% da população acima de 12 anos já consumiu a droga. Proporcionalmente, há mais americanos cheirando cocaína que portugueses fumando “baseados”. Esse tipo de comparação virou argumento poderoso para os defensores da descriminalização. “Portugal é um exemplo que deveria ser cuidadosamente levado em conta por outros países”, escreveu o advogado americano Glenn Greenwald, diretor do Cato Institute e autor da pesquisa sobre a descriminalização.

Greenwald, considerado um dos advogados mais influentes dos EUA, ressalta outra vantagem: o tráfico de drogas parece ter diminuído. O número de traficantes acusados pela Justiça portuguesa diminuiu depois da lei. Em 2000, houve 2.211 acusações. Em 2008, foram 1.327. Se o rigor da polícia e da Justiça portuguesas se manteve inalterado na última década, isso poderia mostrar que a “guerra contra as drogas” defendida pelos Estados Unidos tem uma natureza falha.

Diante de tantas evidências positivas, onde estaria a fragilidade do modelo português? Os números imediatamente apontam para dois problemas: crescimento do uso de cocaína e do número de mortes relacionadas ao uso de drogas a partir de 2006. O governo português diz que existem apenas problemas pontuais, causados por tendências de consumo ou por mudança de metodologia, e que isso não tira sua credibilidade. É nesse ponto que alguns especialistas discordam. Muitos acreditam que Portugal só atingiu tantos resultados porque acompanhou uma onda de diminuição do consumo de todas as drogas verificada na Europa.

Outros críticos dizem que o tamanho de Portugal, com cerca de 10 milhões de s habitantes, não serve de parâmetro para determinar se a descriminalização funcionaria, por exemplo, nos Estados Unidos. Todos concordam, pelo menos, que se a experiência da descriminalização em Portugal não ajudou, ela também não atrapalhou, a exemplo da desastrosa experiência de Platzspitz. As únicas certezas empíricas dizem que a distribuição de seringas limpas realmente reduz o número de infectados pelo HIV. Mas ninguém conseguiu entender, por exemplo, por que a Polônia, sem nenhuma política antidrogas digna de menção, tem as taxas de consumo de cocaína mais baixas da Europa.

Os liberais continuam acreditando no bom exemplo português. No começo do ano, um estudo da revista The Economist feito em parceria com as Nações Unidas investigou a relação entre narcóticos e níveis de punição em 17 países. A conclusão do estudo: não existe relação entre as duas coisas. Uma comparação entre dois países opostos no quesito “rigor punitivo”, a liberal Holanda e a rigorosa Suécia, mostrou que a legislação não interferia nos problemas que esses países enfrentavam para tratar os dependentes químicos. Nos EUA, onde imperam as mais duras regras contra o tráfico e o consumo, as drogas continuam um flagelo.

O que a descriminalização das drogas em Portugal tem a ensinar ao Brasil? “Escolher o modelo ideal é uma questão de vontade política e, principalmente, de pragmatismo”, diz Manuel Cardoso. A favor da descriminalização da maconha (e não de sua legalização, que suporia a legitimidade da produção e da venda da droga) estão três ex-presidentes latino-americanos: o brasileiro Fernando Henrique Cardoso, o colombiano César Gaviria e o mexicano Ernesto Zedillo. Há um ano, na Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia, exibiu-se o principal argumento desse grupo, um que explica o sucesso de Portugal: os bilhões de dólares que governos gastam prendendo e processando usuários de drogas teriam mais utilidade se destinados a programas de reabilitação. Se é verdade que o tamanho e a cultura de Portugal não traduzem o que poderia acontecer no Brasil, a experiência argentina de descriminalização da maconha, em vigor desde agosto, mostrará a chance de uma política liberal vingar na América Latina. Em Portugal, até agora, parece ter vingado.

 

 

fonte: revista época

A oposição tem discurso de sobra

Seis discursos, três dos quais de improviso, e nenhum plural exterminado, nenhum pontapé na gramática, nenhum raciocínio esganado pelo cérebro baldio, nenhum frase perdida no deserto de neurônios - nenhuma agressão à lógica e ao idioma. Tanto bastaria para que se saudasse com fanfarras e fogos de artifício a festa de lançamento da candidatura presidencial de José Serra. Mas o conteúdo superou a forma, e a celebração política ocorrida em Brasília neste sábado excitou o Brasil que pensa com a sensação de que pode estar perto do fim a Era da Mediocridade instituída há mais de sete anos.

O presidente Lula atravessou o verão com Dilma Rousseff no colo e um par de certezas na cabeça: a oposição iria passar a campanha sem discurso e tentando esconder Fernando Henrique Cardoso. Acaba de descobrir que flutuou na estratosfera. Aplaudido de pé pela multidão, FHC foi louvado por todos os oradores, finalmente despertados para a evidência de que o ex-presidente só é impopular entre milicianos petistas e cabeças contaminadas por versões companheiras da história do Brasil. A segunda fantasia foi rasgada ao longo do encontro e ficou em frangalhos com o pronunciamento de José Serra. A oposição tem discurso de sobra.

Quem não tem é Dilma, reafirmou a fala de Serra, radiografada com brilho e precisão por Reinaldo Azevedo no seu blog em VEJA.com. Na convenção do PT, a sucessora que Lula inventou produziu só mais um capítulo do Discurso sobre o Nada. Reverenciou seu Senhor particular mais de 60 vezes e prometeu que, se virar presidente, vai seguir disciplinadamente o caminho que ele ensinou — sejam quais forem o traçado e o destino. Neste sábado, em menos de uma hora, Serra escancarou o abismo que separa um político com história pessoal, biografia política e currículo administrativo de uma principiante de passado fosco, presente bisonho e futuro escurecido pelo perigo.

Desprovida de ideias próprias ou expropriadas, estreante em disputas eleitorais, Dilma anda produzindo platitudes, obviedades ou maluquices em quantidade suficiente para matar de tédio a mais gentil das plateias. Reduzida a apêndice de Lula, terá de enfrentar um adversário com sólida formação política, ampla autonomia de voo, larga milhagem em comícios, testado em muitas disputas eleitorais e capaz de dizer o que pretende com clareza e consistência.

Não é um panorama alentador para quem só precisou de uma viagem a Minas para oferecer a Aécio Neves a provocação que faltava para cimentar a parceria eleitoral com Serra com um discurso que, simultaneamente, implodiu outro equívoco de Lula. Convencido de que Aécio reprisaria a performance ambígua das eleições presidenciais anteriores, o Grande Estrategista decidiu que Dilma visitaria o túmulo de Tancredo Neves em São João del Rey e, no meio de alguma entrevista, proporia ao neto do homenageado a aliança promíscua.

Deu tudo errado, deixou claro Aécio neste sábado. Incisivo, contundente, lendo na memória o texto com requintes mineiríssimos, o melhor orador da festa lembrou os piores momentos da feroz oposição feita pela companheirada a Tancredo Neves, Itamar Franco e Fernando Henrique. Depois de cumprimentar Lula por ter mantido as linhas gerais da política econômica do antecessor, informou que o PT sempre colocou os interesses partidários acima dos interesses do país. Cumpre à oposição fazer o contrário.

fonte: veja.com

A Páscoa sob um olhar astronômico

Este é o sol. Desde o ano de 10.000 A.C, a história abunda em pinturas e escritos que refletem o respeito e a adoração dos povos por este astro. [S1] E é simples entender o porquê, com seu aparecimento todas as manhãs, trazendo visão, calor e segurança, salvando-os do frio, e da escuridão da noite, repleta de predadores. Sem ele, todas as culturas perceberam que não haveriam colheitas nem vida no planeta. Estas realidades fizeram do sol o astro mais adorado de todos. Todavia, muitos estavam atentos também às estrelas. As estrelas formavam padrões que lhes permitiu reconhecer e antecipar eventos que ocorrem de tempos em tempos. Eles catalogaram grupos celestiais daquilo que conhecemos hoje como constelações. [S2]

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A Verdade Não Existe

 

 

 

     “Mas como assim não existe?”, você deve estar se perguntando. Calma, eu explico. Ou melhor, Paul Veyne explica. Segundo ele, a verdade não existe, pois ela não é absoluta, e sim, constituída historicamente através dos séculos. “Os homens não encontram a verdade, fazem-na, como fazem sua história”. Alias, Veyne procura não utilizar a palavra verdade no singular, pois diz que ela “é uma palavra homônima, e não deveria ser empregada senão no plural”. O que existe então são “verdades”, ou segundo um conceito que Veyne utiliza, “programas de verdade”.

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ABRA 144

    Bom, andei meio sumido do site, não que deixei de visitá-lo para ler o que vocês estão postando, mas estava sem tempo para escrever algo, mas sempre que volto é por que tenho coisa boa pra dizer.

Vou falar sobre a ABRA, na verdade irei apenas divulgá-la, as infos vou deixar que vocês vejam no próprio site...

 

 


 

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Ajude a turbinar a audiência do filme sobre Lula

O deputado estadual Artur José Vieira Bruno, do PT do Ceará, está sorteando 100 ingressos com quem queira assistir ao filme "Lula, o filho do Brasil".

Se é o seu caso, e se você mora no Ceará, acesse a página Promoção Mandato Artur Bruno

É bom dar antes uma lida no regulamento do concurso

Na sua primeira semana de exibição, o filme fez muito sucesso no Nordeste, onde Lula é o rei do isopor, e menos, bem menos no Sudeste e no Sul.

Preocupados com isso, vários leitores do blog postaram sugestões para dar uma turbinada no filme.

De um deles, que se assina Guapolouco:

1. Bolsa-Docu (de documentário): um sanduba, uma tubaína, vale-transporte, abono do ponto, fotos autografadas dos jornalistas Paulo Henrique Amorim e Luiz Nassif.

2. Seu ingresso vale milhões: ingressos numerados para concorrer a um sorteio semanal de casas, carros, computadores, viagens, cesta básica por um ano.

3. Lulafone: preencha o cupom no verso do ingresso e concorra a um telefonema de lula (se ele tiver tempo, é claro)

4. Bolsa-brahma: concorra a uma visita guiada à fábrica da Ambev, uma das patrocinadoras do filme. E beba de graça tudo o que puder enquanto conhece as instalações da cervejaria.

5. Lulatour: vá ao cinema e ganhe de brinde uma voltinha no aerolula.

 

fonte (artigo): blog do Noblat

fonte (imagem): Lula LOL blog

Alucinógenos que podem curar

Sandy Lundahl, educadora em saúde de 50 anos de idade, chegou ao centro de estudos biológicos comportamentaisna Johns Hopkins University School of Medicine em uma manhã de primavera de 2004. Ela se ofereceu para participar de um dos primeiros estudos com drogas alucinógenas nos Estados Unidos em mais de três décadas. Preencheu questionários, conversou com os dois monitores que estariam com ela pelas próximas oito horas e se ajeitou no confortável espaço parecido com uma sala de estar em que a sessão aconteceria. Então, engoliu duas cápsulas azuis e reclinou-se em um sofá. Para ajudá-la a relaxar e focar seu interior, ela usava tapa-olhos e fones de ouvido, que transmitiam música clássica especialmente selecionada.

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Análise das religiões

 

 

     Ainda baseado no excelente trabalho de pesquisa de Paulo Dalgalarrondo em seu livro Religião, psicopatologia e saúde mental, continuarei colocando alguns trechos e misturando com meus comentários, desta vez numa análise histórica do pensamento humano acerca das religiões, através dos séculos:

     Na Grécia antiga, Xenófanes (570-460 a.C.) foi um dos primeiros a formular uma análise crítica da religião, questionando a Divindade e o que dela se pode saber. Ele não afirma a inexistência dela, ao contrário, sugere que ela existe, mas é inalcançável pela mente humana. Para ele, o que os homens fazem nas suas religiões é nada mais do que projetar nos deuses suas vãs opiniões. Pode parecer um pensamento óbvio hoje, não para a época (basta ver os deuses grego-romanos e seus defeitos), mas, mesmo tendo em vista as religiões de hoje - que colocam Deus acima das concepções humanas - algumas doutrinas ainda carregam consigo traços dessa concepção antropormofizada de Deus, seja em adesivos de carro ("Deus é fiel") ou em passagens do Velho Testamento.

     Entre os romanos, historiadores apontaram a relação entre crença religiosa e alienação, sobretudo política. Políbio (séc II a.C.) afirmava que, sendo as massas populares instáveis, cheias de paixões e ira irracional, devem ser contidas pelo medo do invisível, pelo temor aos deuses que os líderes políticos conseguem engendrar. Tito Lívio (59-19 a.C.), ao comentar sobre o organizador da religião romana (Numa), afirma que este sabia que "a melhor maneira de controlar um povo ignorante e simples é enchê-lo de medo dos deuses".

     Vamos agora ao séc 19, onde analisaremos as religiões modernas.

     Ludwig Feuerbach (1804-1872), ao analisar a religião cristã, trabalha com a noção de que Deus seria o interior do homem projetado para o exterior. Nesse processo de projeção do homem em Deus reside, para Feuerbach, uma alienação fundamental, pois, embora a religião seja a relação do homem consigo mesmo, ela é experienciada como uma relação do homem com outra coisa, externa a ele. Sua essência torna-se outro ser. A alienação será faltal, pois "para enriquecer Deus, o homem deve empobrecer-se; para que Deus seja tudo, o homem deve ser nada". Para Feuerbach, este seria o pecado fatal da religião cristã (e possivelmente de toda religião). O que é interessante notar é que, dentro do Novo Testamento, mais especificamente nas parábolas de Jesus, vemos o movimento de trazer Deus (ou o Divino) para dentro das relações sociais (Sermão da Montanha, parábola do bom samaritano, etc). Aliás, isso foi insistentemente colocado por Jesus, então não se pode dizer que é um pecado da doutrina cristã, mas talvez das religiões cristãs que se apossam da mensagem e a distorcem, especialmente inculcar culpa, medo e inferioridade, e assim conseguir controlar os fiéis.

     Com base nisso Karl Marx (1818-1883) conclui que foi o "homem quem fez a religião, não foi a religião (ou Deus) que fez o homem", e desdenha a religião como "o ópio do povo".

     Já Robertson Smith (1889) acreditava que a religião não é o produto de uma elaboração intelectual, e sim o fruto de uma cultura, de um conjunto de costumes, de uma organização comunitária que contrói e desenvolve seus ritos. Desse processo ritual se desenvolvem os mitos, ou seja, as legitimações ideológicas e as teorizações religiosas. Outra teoria evolucionista que ganhou grande influência na concepção científica da religião foi a de James George Frazer (1854-1941), que acreditava em três estágios da evolução da humanidade: magia, religião e, finalmente, no topo, a ciência. Segundo ele, a magia está na raiz de todas as religiões, e permanece como resquício quando a religião passa a dominar: "a religião consta de dois elementos, um teórico e outro prático, a saber, uma crença em poderes mais altos que o homem e uma tentativa deste para propiciá-los ou aproveitá-los". Vemos isso constatado na Umbanda, Candomblé e (quem diria) nas comunidades evangélicas mais populares, bastando ligar a TV pra ver a fogueira disso, a corrente de oração daquilo, o óleo sagrado daquilo outro, a rosa ungida e todos os talismãs e "poderes mágicos" (milagres) que Deus confere aos que estiverem naquele grupo.

      No início do séc. XX, Emile Durkheim propõe uma nova compreensão da religião, definindo-a como "uma coisa eminentemente social", produto - e, mais importante, produtora - da sociedade. Como Feuerbach, Durkheim formula que os homens, ao adorarem os deuses, estão adorando a si mesmos. Entretanto, essa projeção-idealização se dá em um contexto coletivo, social. Todavia, a religião não representa a sociedade como ela é (real, concreta), mas sim de um modo ideal. Isso pode ser mais ou menos vislumbrado no judaísmo e no islamismo, pois são religiões que não se atém a uma geografia, nem mesmo a uma cultura regional, e sim a uma cultura religiosa (no caso do judaísmo ainda pesa o fator descendência). A teoria de Durkheim difere da de Marx porque não crê que a religião se limite a traduzir, em outra linguagem, "as formas materiais da sociedade e suas necessidades imediatas e vitais". A categoria do sagrado, essência da religião, relaciona-se à noção de força, de poder especial:

     Acredita-se que ela (a religião) consiste em um sistema de idéias, exprimindo, mais ou menos adequadamente, um sistema de coisas. Mas esta característica da religião não é a única nem a mais importante. Antes de tudo, a religião supõe a ação de forças sui generis, que elevam o indivíduo acima dele mesmo, que o transportam para um meio distinto daquele no qual transcorre sua existência profana, e que o fazem viver uma vida muito diferente, mais elevada e mais intensa. O crente não é somente um homem que vê, que conhece coisas que o descrente ignora: é um homem que pode mais.
(Durkheim, 1977)

     Não é novidade nenhuma que a religião tem um papel transformador nas pessoas, que vencem desafios impostos pela classe social com dignidade e obstinação. Isso é chamado resilência, e pode ser conferido in loco por quem for ao Coque, uma enorme comunidade marginalizada pela violência, onde a ONG Neimfa (Núcleo Educacional dos Irmãos Menores de Francisco de Assis) se instalou e, através das religiões (católica, evangélica, espírita, budista, hinduísta e umbandista) e da ciência (psicólogos, médicos, professores), fornece suporte físico, psicológico e espiritual para mais de 300 famílias, com resultados visíveis.

     Max Weber (1864-1920) tem uma visão mais pragmática e funcional da religião, imaginando-a não como um sistema de crenças, mas sim "sistemas de regulamentação da vida que reúnem massas de fiéis", voltando-se para o sentido que o ethos religioso atribui à conduta. Em seus textos Weber visa expor como as religiões geram ou constituem formas de ação e disposições gerais, relacionadas a determinados estilos de vida. Na análise do protestantismo, por exemplo, vemos essa relação, quando Lutero usa a palavra Beruf tanto pra se referir à vocação religiosa como ao trabalho secular (embora o autor diga que a afinidade do protestantismo com o espírito do capitalismo e do progresso como o entendemos hoje só remonta ao início do séc. XVIII). Assim, o pedreiro passa a servir a Deus construindo casas, o padeiro, fazendo pães, o comerciante, vendendo e comprando. Nessa linha, Deus não solicitava mais imagens ou templos ornados, mas determinada disposição em relação à vida cotidiana, à inserção e ao trabalho no mundo secular; trata-se do ascetismo intramundano, que nos lembra um pouco a filosofia zen budista de procurar estar dentro do mundo (não procurando algo fora dele), praticando sua religiosidade através das ações (mesmo as mais mundanas).

     A ética protestante representa uma ruptura em relação à ética católica tradicional. A negação da devoção aos santos e seus milagres, a recusa a certos sacramentos e uma nova perspectiva de relação com o sagrado e com as ascese configuraram uma religiosidade menos ritualista e mágica e mais intelectualizada. O fiel protestante, racional, disciplinado e, fundamentalmente, previsível, é também o operário capitalista, necessariamente previsível e disciplinado. Assim, Weber busca articular o ethos religioso com o ethos econômico no decurso da história. Segundo ele, pra cada formação religiosa há tipos específicos de "comunalização religiosa" e de "autoridade". Dois tipos formulados por Weber são a "igreja" e a "seita". A igreja implica um certo projeto universalista, que a coloca para além de laços tribais, familiares ou étnicos, assim como um corpo sacerdotal profissional, dogmas e cultos fundamentados em escrituras sagradas que se racionalizam e se institucionalizam progressivamente. Já a "seita" diz respeito a tipos de associações voluntárias de fiéis, que se caracterizam por uma certa ruptura com a sociedade mais geral. Os fiéis não seguem "profissionais religiosos", mas autoridades carismáticas. Interessante notar como a Igreja católica entrou num movimento de reafirmação onde está cada vez mais distante da sociedade geral, admoestando os "católicos de fim de semana" e procurando valorizar os dogmas dentro de um núcleo doutrinário, excluindo o aculturamento... Quase uma seita.

     Weber também se preocupa com as relações entre religiosidade e os diferentes grupos sociais. Assim, para as classes oprimidas politica, social ou economicamente, as crenças preferidas estariam relacionadas à possibilidade de "redenção" ou "compensação", enquanto as classes privilegiadas e dominantes buscam formas de religiosidade que permitam "legitimação" das relações sociais estabelecidas. O espiritismo cumpriu muito bem ambos os papéis no Brasil quando, em plena ditadura militar, foi bem aceito pelos dois lados (militares e a população oprimida pela ditadura).

     Peter Berger (1985) acredita que os homens são congenitamente forçados a impor uma ordem sinificativa à realidade, e aí entra o sentido da religião, como um escudo contra o terror.

     Em um certo nível, o antônimo de sagrado é o profano (...) Em um nível mais profundo, todavia, o sagrado tem outra categoria oposta, a do caos. (...) A oposição entre o cosmo e o caos é frequentemente expressa por vários mitos cosmogônicos. (...) Achar-se em uma relação "correta" com o cosmos sagrado é ser protegido contra o pesadelo das ameaças do caos.

     Pode-se dizer que a religião desempenhou uma parte estratégica no empreendimento humano da construção do mundo. (...) A religião supõe que a ordem humana é projetada na totalidade do ser. Ou por outra, a religião é a ousada tentativa de conceber o universo inteiro como humanamente significativo.

     Sigmund Freud (1856-1939) vê a religião como uma ilusão infantil, um sistema de defesa socialmente contruído com o qual o homem lida com sua condição fundamental de desamparo e sentimentos ambíguos em relação à figura paterna. Freud, assim, ignora o sentimento de transcendência e resilência que a religião aparentemente proporciona, preferindo colocar a experiência religiosa de eternidade e fusão como o Todo como um sentimento que não teria origem transcendental, mas sim algo intelectual/afetivo, como um retorno à experiência primeva do bebê, fundido com sua mãe. Embora Freud reconheça a religiosidade como vivência humana importante, tende a considerá-la derivada de outras experiências, não sendo, assim, uma experiência primária. Já a relação do Homem com Deus é apenas a projeção da relação com o pai (a imago paterna). Daí as relações intensas e ambíguas que surgem, como o Pai/Deus poderoso, dominante, protetor, onipresente, punitivo, odiado, vítima do ódio dos filhos e redentor.

     Já Erik Erikson (1902-1994) relaciona a religião com a imago materna, ou seja, a experiência primeva com a mãe, a separação e a tentativa sempre recorrente de reencontro.

     Carl Gustav Jung (1875–1961), como sempre, vai além do seu mestre e postula a religiosidade como elemento natural do psiquismo humano, uma parte constitutiva e essencial da natureza do próprio homem. Dessa forma, a religiosidade seria, por assim dizer, um instinto. Mas isso não quer dizer que as representações de Deus e dos elementos sagrados de cada cultura não sejam fenômenos socialmente construídos, mas sim baseadas num fundamento religioso humano universal.

     Quando, por exemplo, a psicologia se refere à concepção da virgem, trata apenas do fato de que existe essa idéia, mas não da questão de estabelecer se essa idéia é verdadeira ou falsa em determinado sentido. A idéia é psicologicamente verdadeira na medida mesma em que existe.

     O pressuposto da existência de deuses e demônios invisíveis é, na minha opinião, uma formulação do inconsciente psicologicamente adequada, embora se trate de uma projeção antropomórfica. (...) tudo quanto se acha fora, quer seja de caráter divino ou demoníaco, deve retornar à alma, ao interior desconhecido do homem, de onde aparentemente saiu.

     Não é Deus que é um mito (como podem sugerir as ciências), mas o mito que é a revelação de uma vida divina no homem. Não somos nós que inventamos o mito, é ele que nos fala como Verbo de Deus.

     Mas, para Jung, nem tudo na religiosidade é expressão dos recônditos da alma humana. Determinadas crenças, dogmas e ritos podem ser, de fato, recursos sociais protetores contra a experiência religiosa originária, imediata e, potencialmente, avassaladora:

     A experiência imediata do arquétipo da divindade representa um impacto tão violento que o ego corre o perigo de desintegrar-se. Com os meios de defesa face a esses poderes, a essas existências mais fortes, o homem criou os rituais. Poucos são aqueles capazes de aguentar impunemente a experiência do numinoso. As cerimônias religiosas coletivas originam-se de necessidades de proteção, funcionam como anteparos entre o divino e o humano, isto é, entre o arquétipo da imagem de Deus - presente no inconsciente coletivo - e o ego.


      Como vimos, a religião cumpre os mais diversos (e importantes) papéis na humanidade. Ela é social, é psíquica, é estruturadora, reguladora, é instintiva, projetiva, espelhada, transformadora, é cultural, espiritual, etc. Todos os pensadores acima não conseguiram englobar a multitude de aspectos da religião em uma teoria, mas a soma deles nos dá uma boa idéia de como precisamos encarar com respeito a religiosidade, não no aspecto do outro, mas de nós mesmos (que aspecto dela estamos trabalhando em nós nesse momento?).

 

Fonte: saindo da matrix

Arembepe-BA

    Saiba mais sobre  a mais famosa aldeia hippie do brasil, com mapa e fotos do local. Depois de São Tomé esse é um ótimo lugar para os estradeiros de plantão....

 

 


 

Leia mais:Arembepe-BA

Artigo Marcelo Tas: Porque não sou petista!

Texto de Marcelo Tas em seu blog

Por não ser petista, sempre fui considerado “de direita” ou “tucano” pelos meus amigos do falecido Partido dos Trabalhadores.

Vejam, nunca fui “contra” o PT. Antes dessa fase arrogante mercadântica-genoínica, tinha respeito pelo partido e até cheguei a votar nos “cumpanheiro”. A produtora de televisão que ajudei a fundar no início da década de 80, a Olhar Eletrônico, fez o primeiro programa de TV do PT. Do qual aliás, eu não participei.

Desde o início, sempre tive diferenças intransponíveis com o Partido dos Trabalhadores. Vou citar duas.

Primeira: nunca engoli o comportamento homossexual dos petistas. Explico: assim como os viados, os petistas olham para quem não é petista com desdém e falam: deixa pra lá, um dia você assume e vira um dos nossos.

Segunda: o nome do partido. Por que “dos Trabalhadores”? Nunca entendi. Qual a intenção? Quem é ou não é “trabalhador”? Se o PT defende os interesses “dos Trabalhadores”, os demais partidos defendem o interesse de quem? Dos vagabundos?

E o pior, em sua maioria, os dirigentes e fundadores do PT nunca trabalharam. Pelo menos, quando eu os conheci, na década de 80, ninguém trabalhava. Como não eram eleitos para nada, o trabalho dos caras era ser “dirigentes do partido”. Isso mesmo, basta conferir o currículum vitae deles.

Repare no choro do Zé Genuíno quando foi ejetado da presidência do partido. Depois de confessar seus pecadinhos, fez beicinho para a câmera e disse que no dia seguinte ia ter que descobrir quem era ele. Ia ter “que sobreviver” sem o partido. Isso é: procurar emprego. São palavras dele, não minhas.

Lula é outro que se perdeu por não pegar no batente por mais de 20, talvez 30 anos… Digam-me, qual foi a última vez, antes de virar presidente, que Luis Ignácio teve rotina de trabalhador? Só quando metalúrgico em São Bernardo. Num breve mandato de deputado, ele fugiu da raia. E voltou pro salarinho de dirigente de partido. Pra rotina mole de atirar pedra em vidraça.

Meus amigos petistas espumavam quando eu apontava esse pequeno detalhe no curriculum vitae do Lula. O herói-mor do Partido dos Trabalhadores não trabalhava!!!
Peço muita calma nessa hora. Sem nenhum revanchismo, analisem a enrascada em que nosso presidente se meteu e me respondam. Isso não é sintoma de quem estava há muito tempo sem malhar, acordar cedo e ir para o trabalho. Ou mesmo sem formar equipes e administrar os rumos de um pequeno negócio, como uma padaria ou de um mísero botequim?

Para mim, os vastos anos de férias na oposição, movidos a cachaça e conversa mole são a causa da presente crise. E não o cuecão cheio de dólares ou o Marcos Valério. A preguiça histórica é o que justifica o surto psicótico em que vive nosso presidente e seu partido. É o que justifica essa ilusão em Paris….misturando champanhe com churrasco ao lado do presidente da França…outro que tá mais enrolado que espaguete.

Eu não torço pelo pior. Apesar de tudo, respeito e até apoio o esforço do Lula para passar isso tudo a limpo. Mesmo, de verdade.

Mas pelamordedeus, não me venham com essa história de que todo mundo é bandido, todo mundo rouba, todo mundo sonega, todo mundo tem caixa 2…

Vocês, do PT, foram escolhidos justamente porque um dia conseguiram convencer a maioria da população (eu sempre estive fora desse transe) de que vocês eram diferentes. Não me venham agora querer recomeçar o filme do início jogando todos na lama. Eu trabalho desde os 15 anos. Nunca carreguei dinheiro em mala. Nunca fui amigo dessa gente.

Pra terminar uma sugestão para tirar o PT da crise. Juntem todos os “dirigentes”, “conselheiros”, “tesoureiros”, “intelectuais” e demais cargos de palpiteiros da realidade numa grande plenária. Juntos, todos, tomem um banho gelado, olhem-se no espelho, comprem o jornal, peguem os classificados e vão procurar um emprego para sentir a realidade brasileira.

Vai lhes fazer muito bem. E quem sabe depois de alguns anos pegando no batente, vocês possam finalmente, fundar de verdade um partido de trabalhadores.

Marcelo é jornalista, autor e diretor de TV. Entre suas obras destacam-se; participação na criação das séries “Rá-Tim-Bum”, da TV Cultura e o “Programa Legal”, na TV Globo. Atualmente é âncora do CQC, editado pela TV Band.

marcelotas.blog.uol.com.br

Fonte: Tucano.org e williamferraz.com.br

As Energias Eletrônicas das Plêiades

 

 

 

    As Plêiades são um grupo de estrelas situadas na Constelação de Touro, dentre elas está Alcion ou Alcione. Vamos estudar a respeito deste enigmático e também importante Sol, já que sua influência sobre o nosso sistema solar é muito importante.

    Convém lembrar que a Bíblia cita as Plêiades algumas vezes, vejamos algumas delas: "Falando Deus a Jó, disse-lhe: 'Poderás tu impedir as delícias das Plêiades ou desatar os ligamentos de Órion?' ... 'Soubeste tu as ordens do céu?'" (Livro de Jó cap. 38; 31)

 

Leia mais:As Energias Eletrônicas das Plêiades

Assim caminha a humanidade

Neste quase um décimo de século XXI, os tempos estão difíceis. Natural, nunca foram fáceis. Quando os impostos foram baixos? Quando o sistema de saúde funcionou plenamente? Quando é que existiu emprego para todo mundo? E sempre houve violência. A organização social humana é esta: concentra e exclui. E, neste século que está começando, as coisas não serão diferentes. Mas estão ficando piores:

Cada vez mais a preocupação estética ganha prioridade. Plástica, lipoaspiração, silicone, botox e todo tipo de cirurgia. Mudar por fora para agradar-se por dentro;

À medida que observamos os relacionamentos, percebemos que pessoas mais velhas, atualmente, tendem a se interessar em gente muito mais nova;

Vírus metamórficos se alastram e nos obrigam a esconder o rosto sob máscaras cirúrgicas;

A fuga da realidade é uma alternativa. Em busca de uma Terra do Nunca, o homem se entorpece diariamente. Cocaína, bíblia, escritório, bola, internet;

A dívida se tornou instituição base de qualquer organização, seja uma família, uma multinacional ou um país. Gasta-se o que não se tem, através de pré-datados, empréstimos e leasings, até chegar à falência;

Uma análise das atividades cotidianas nos mostra que o comportamento humano não tem evoluído, a sociedade anda para trás.

Duas palavras resumem o século XXI: Michael Jackson. Ele conseguiu se transformar fisicamente em outra pessoa, foi acusado de pedofilia, há anos sai em público com máscara, montou sua própria Neverland, conseguiu destruir um patrimônio de centenas de milhões de dólares e, ironicamente, sua marca registrada é dançar caminhando para trás.

Quando Michael Jackson é ridicularizado, estamos rindo da nossa geração e de nós mesmos. Como ele, estamos à caminho da autodestruição. Ele é a personificação extrema do século XXI e, por isso,  deveria ser o herói. Mas, como é o que somos, é o vilão.

Michael, apesar inclusive de um câncer - o mal do século - prepara uma turnê para sua volta triunfal! Há chance para ele. Há chance para a gente. Michael, embora com todos os seus defeitos e afastado dos palcos há 10 anos, retornará. E você? Vai continuar aí, twittando o que comeu no café da manhã?

 

* Leo Cardoso é criador do popular perfil do Twitter @OCriador, que dá plantão no site SAC Divino, e escreveu o primeiro livro interativo da blogosfera brasileira, no site Sedentário & Hiperativo.

 

fonte: www.mcorporation.com.br

Assista Stephen Hawking, Carl Sagan e Arthur C. Clarke conversando sobre o universo

     Encontrei este vídeo (abaixo), dividido em 6 pedaços e legendado, no site www.ceticismoaberto.com. Nele você poderá assistir a algumas das mentes mais brilhantes dos últimos anos conversando sobre o Universo, Big Bang e alienígenas em um programa britânico exibido em 1988. Não se iluda, ele pode parecer de idade nostálgica, mas é possível que você tenha muito que aprender com ele.

      Você vai entender porque os cientistas deduziram que houve um evento de natureza explosiva no início do nosso universo, entre muitos outros fatos interessantes. Eles chegam até a conversar sobre o conceito de Deus.

      Um dos pontos altos é quando o repórter pergunta se as descobertas astronômicas irão acabar com os negócios dos astrólogos e Carl Sagan afirma: "Nada vai acabar com os negócios dos astrólogos". Todos se racham de rir.

      Outro aspecto interessante é que o Stephen Hawking, que tinha perdido a sua voz apenas dois anos antes, é o que mais faz piadas dentre todos, com sua voz robotizada.

     Um dos fatos mais curiosos é que o entrevistado que está em piores condições de saúde, aparentemente Stephen Hawking, é o único vivo dos três hoje em dia.

 

 Parte 1:

[youtube:http://br.youtube.com/watch?v=nakqwWQBZ74&eurl=http://hypescience.com/stephen-hawking-carl-sagan-e-arthur-c-clarke/]

 Parte 2:

[youtube:http://br.youtube.com/watch?v=siqviRI_ets&eurl=http://hypescience.com/stephen-hawking-carl-sagan-e-arthur-c-clarke/]

Parte 3:

[youtube:http://br.youtube.com/watch?v=fx3TezvcAC8&eurl=http://hypescience.com/stephen-hawking-carl-sagan-e-arthur-c-clarke/]

Parte 4:

[youtube:http://br.youtube.com/watch?v=4r9pxVihqkw&eurl=http://hypescience.com/stephen-hawking-carl-sagan-e-arthur-c-clarke/]

Parte 5:

[youtube:http://br.youtube.com/watch?v=F1L63wEg5Ss&eurl=http://hypescience.com/stephen-hawking-carl-sagan-e-arthur-c-clarke/]

Parte 6:

[youtube:http://br.youtube.com/watch?v=VQkF08BApVE&eurl=http://hypescience.com/stephen-hawking-carl-sagan-e-arthur-c-clarke/]

 

Fonte: hypescience.com

Astrônomos descobrem o quasar mais distante já visto

 

Sonda primitiva

Uma equipe de astrônomos europeus utilizou o Very Large Telescope, do ESO, juntamente com outros telescópios, para descobrir e estudar o quasar mais distante encontrado até hoje.

Este farol brilhante, cujo motor é um buraco negro com uma massa dois bilhões de vezes maior que a do Sol, é sem dúvida o objeto mais brilhante descoberto no Universo primitivo. Os resultados deste estudo sairão em 30 de Junho na revista Nature.

Leia mais:Astrônomos descobrem o quasar mais distante já visto

Ateísmo: Uma nova religião?

Na edição de hoje: O que significa UNA e ATEA; como abrir o livro de ciências pode mudar sua vida.

Na coluna de hoje tentarei desfazer uma das (falsas) premissas mais utilizadas por alguns religiosos na tentativa de denegrir pensamento ateu. Estou falando da alegação de que o esteja se tornando uma nova . Mas antes vamos ao (mais divertido absurdo do que nunca)…

FAQ

"Voce acha que a ciência um dia poderá provar (de forma incontestável) que deus realmente não existe? O que existe atualmente, na verdade, é a falta de provas para a existencia de deus, logo, conclui-se que não existe.
\\ //
Uma duvida: Eu vi num video do “Atheist Experience”, que o apresentador owna a tal idéia da banana ser uma criação perfeita de deus. O apresentador diz que a planta é híbrida, criação humana, não existe na natureza. Poderiam confirmar? (Cite a fonte) – Wuaa"

Vou aproveitar sua pergunta para responder os inúmeros questionamentos semelhantes, apesar de já ter respondido algumas vezes. Não. A ciência não pode provar a inexistência daquilo que (supostamente) não existe, mesmo que todo aponte para a inexistência. Seja o Monstro do lago Ness, o pé grande, o chupa cabras, o curupira, a mula sem cabeça, o deus católico ou Anúbis. Isso é um princípio tão simples e lógico que é um dos principais pilares da jurisdição e da lógica: o ônus da prova cabe a quem alega. Mas parece que alguns religiosos não compreendem isso… afinal, não é a toa que durante a Santa Inquisição, bastava chamar alguém de bruxa para condená-la a fogueira. Quanto sua outra dúvida, eu mesmo já falei sobre ela aqui. Mas já que você me pediu uma (das milhões que existem na Internet e livros didáticos) fonte, por que não o artigo de uma pós-graduanda em fisiologia e bioquímica de plantas? AQUI!

Leia mais:Ateísmo: Uma nova religião?

Ateus e liberais têm QI mais alto

Segundo um estudo publicado pelo psicólogo evolucionista Satoshi Kanazawa da London School of Economics and Political Science – ateu e liberal, por sinal -, quanto maior o QI de uma pessoa, maiores as chances de ela não crer em Deus e de ser politicamente liberal.

De acordo com o autor, ateísmo e liberalismo são valores novos na história da evolução humana, que não fazem parte da nossa predisposição biológica – e que nossos ancestrais provavelmente não possuíam.

Por isso, pessoas de QI mais alto, acabam reconhecendo e assimilando mais facilmente os novos valores e comportamentos.
Mas o que dizem os dados?

Uma pesquisa feita pelo National Longitudinal Study of Adolescent Health mostra que adolescentes que se identificam como “muito liberais” têm um QI médio de 106, enquanto os que se auto-classificam como “muito conservadores” marcam 95 pontos na escala. Da mesma forma, os que se avaliaram como “nada religiosos” têm um QI médio de 103 pontos, enquanto os que se classificaram como “muito religiosos” têm um QI médio de 97 pontos.

Polêmico, hein?
Fonte: http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/224611_post.shtml

Blogueiros do PT andam muito quietos sobre tragédia no RJ

Imaginaram se fosse em São Paulo?

 

Materializem a cena:

Na capital do Estado de São Paulo, governado pelo Serra, uma semana de chuvas causando 186 mortes já confirmadas e paralisação total e absoluta do centro urbano e dos serviços essenciais. Na cidade vizinha, cujo prefeito também é do PSDB, 200 corpos soterrados, totalizando 386 mortes em apenas uma semana, afora os prejuízos materiais incalculáveis.

O Governador do PSDB baixa um decreto dizendo que pode tirar os moradores na hora que ele quiser, podendo a polícia invadir casas para remover moradores.

Este é exatamente o quadro no Rio de Janeiro hoje, 9 de abril de 2010. Fosse em São Paulo, os blogueiros pagos pela TV Brasil (Azenha, Nassif, PHA e mais meia dúzia de bastardos) diriam que:

1 - Serra racista! Os paulistas empurraram os nordestinos para as áreas de risco. O Zé Deslizão não gosta de nordestinos.

2 - Serra ladrão! As obras de infra-estrutura não foram feitas porque o Serra roubou. O PSDB é partido ladrão.

3 - Serra fascista! Usando a polícia para bater em nordestinos, PSDB não gosta de nordestinos e quer tirá-los do seu único lugar que tem para morar.

4 - São Paulo é a Veneza brasileira! Os convencidos paulistas estão debaixo da lama mas não perdem a pose.

Estas declarações dos vendidos em campanha pela Dilma Metranca foram repetidas até a demência durante as chuvas em São Paulo que, em 4 meses, fizeram o mesmo número de vítimas de um dia no Rio de Janeiro.

Nenhum pio dos vagabundos pagos para destilar preconceito e recalque através de propaganda partidária. Isto porque o Governador e o Prefeito do RJ apoiam o PT, partido que paga estes blogueiros.


Cadê os merdinhas do PT para fazer manifestação contra a remoção dos moradores no RJ? Cadê o anãozinho da Universal para chamar o Governador do RJ de fascista e de Sérgio Alagão?

Cadê vocês, pena-pagas de merda?

Atenção cariocas que sofrem com a tragédia das chuvas: os pena-pagas não gostam de vocês. Eles gostam do dinheiro que o PT deposita na conta deles. Fiquem espertos! Chutem o PT e o PMDB de vosso estado. Tenham amor próprio!
fonte: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2010/04/469426.shtml

Bolsonaro sobre Dilma Rousseff e UNE

Fala do Deputado Federal Jair Bolsonaro no dia 02/04/2009, que parabeniza as Forças Armadas pela Ditadura...inclusive cita alguns Jornais da Época que exaltaram a presença dos Militares no Poder...interessante.

[youtube:http://www.youtube.com/watch?v=rBSX9iV-edg&NR=1]

Brasil, nossa Pátria Mãe senil

A maioria do povo brasileiro ainda não aprendeu, e nem sei quando vai aprender, a viver afinado com as regras da civilização. Quando digo "regras da civilização" refiro-me, entre outras coisas, aos princípios éticos que orientam as relações humanas e práticas sociais construídas na base do respeito, da moralidade, da solidariedade, da dignidade e da cidadania.

E sendo assim, se a prática social do povo não é orientada por tais regras, o que se vê por aí em cada esquina são as pessoas se agredindo às bofetadas, ofensas gratuitas, discriminações morais e físicas, e assim seguem, todas dançando no ritmo do "farinha pouca meu pirão primeiro" e no compasso da "Lei de Gérson" - aquele que aprendeu a levar vantagem baseado na filosofia das chuteiras. Tudo isso para que cada individuo possa conquistar seu lugar ao sol e olhar o mundo como se o centro do mundo fosse o seu próprio umbigo.

E por falar em umbigo, vamos afastar os olhos do nosso para tentar enxergar a nossa Pátria Mãe senil como se fosse uma grande pirâmide. Olhando de longe, tudo parece estar na mais absoluta normalidade. Entretanto, olhando de perto, quando a gente dá um close-up nos detalhes, de qualquer ponto de vista que a gente tente interpretá-la, o que vemos desde a base até o topo, sem qualquer viésideológico, é um simulacro de nação formado por um povo com excelentes dotes artísticos e esportivos que porém, na esfera política e social, ainda se encontra na idade da pedra lascada, pois ainda nem sequer aprendeu a brigar para conquistar seus direitos de cidadão.

E quando tenta dar um passo para conquistar tais direitos, acaba se deparando com alguns equívocos, pois, como é fácil perceber, simulacro de nação e povo estão sempre mal resolvidos em vários sentidos: na moral, na Justiça, na política, na moradia, nas relações sociais, no trabalho, nos salários, no trânsito, e tantos outros setores da atividade humana. A esbórnia é tão generalizada que nos induz à seguinte pergunta: de onde e como surgiu essa história de sentidos tão mal construídos, tão mal resolvidos, feita de poucos encontros e exagerados desencontros entre os direitos do cidadão e aquilo que o cidadão recebe como recompensa de nossa Pátria Mãe senil? Ao meu modo de ver, não é difícil encontrar as respostas. Senão vejamos.

Voltando atrás no tempo e no espaço histórico, é fácil analisar e compreender que tudo começa com a chegada dos colonizadores portugueses e a imediata escravidão dos índios para trabalhar, entre outras coisas, na derrubada de pau-brasil e no seu carregamento até as caravelas. Em troca desse trabalho escravo, os portugueses davam aos índios espelhos, apitos, chocalhos e outras bugigangas mais. E sendo assim, com o escambo e o trabalho escravo indígena, se inicia o ominoso processo de aniquilamento e desmoralização de uma das raças que formaram o povo brasileiro, e o que é mais grave, seu genocídio físico e cultural sob o olhar do império português, com as bençãos da Santa Madre Igreja Católica.

Depois, também de olho no comércio europeu, os patriarcas de Casa Grande e Senzala engrossaram o caldo da escravidão com a inserção do negro na produção da cana de açúcar, café, cacau, mineração de ouro e pedras preciosas. Mais um processo civilizatório execrável contra outra raça que contribuiu para moldar o físico, o caráter e a cultura do povo brasileiro. Uma raça que, mesmo depois de abolida a escravatura, a grande maioria foi condenada à pobreza, à miséria, ao ostracismo, ao silêncio e à margem da história até os dias de hoje. Tudo por conta da discriminação social e da crença na superioridade da raça branca.

Mais recentemente, com a vinda de outros povos europeus e asiáticos para incrementar o capitalismo industrial na república velha, onde o caldo de raças e culturas ficou tão misturado e tão diluído que, depois de diluir o sangue da raça tão completamente, acabou por diluir também as configurações da alma. E daí surgiu o mito da miscigenação colonial e republicana, louvado e mitificado como "a mestiçagem mais perfeita do planeta". É uma pena que "mestiçagem perfeita" com miséria e desigualdade social não serve pra nada. Pelo visto somos os campeões do mundo na injustiça, na corrupção política, nos baixos salários, nos juros altos, no pagamento de impostos, na violência, no analfabetismo e outras coisas mais que envergonham a todos.

O que sobrou dessa misturada toda é o que vemos da base ao topo espalhado pela pirâmide: um povo sem eira nem beira, que morre de tanto esperar pelo pão que o diabo já comeu, que teima em acreditar que o Brasil é o país do futuro e, também, para completar o delírio surrealista, abençoado por Deus. Bem, nesse caso, é preciso analisar melhor essa premissa, porque ela pode induzir a falsas conclusões. Nesse caso é preciso ver de que Deus estamos falando: do Deus dos ricos ou o do Deus dos pobres; do Deus que constrói condomínios de luxo ou do Deus que constrói favelas; do Deus que protege a minoria ou do Deus que abandona a maioria; do Deus que ilumina os eleitos ou do Deus que apaga os "pecadores"; do Deus que lembra os bons ou do Deus que olvida os "maus"?

Precisamos rever nossos conceitos e passar essa história a limpo. Eu particularmente acho que Deus não está nem aí para quem quer que seja, até porque, depois que Ele criou o mundo, se aposentou desde quando expulsou Adão e Eva do paraíso.

E deu no que deu. Infelizmente, o que sobrou é o que taí: um povo que circula bem no samba, no carnaval, na música popular, no futebol, no pagode, na festa, na cerveja, no baseado, na moda, na Fórmula 1, enfim, como dá para notar, em atividades propícias à geração de heróis, ícones e mitos. E vai mal onde? Acho que em todo o resto: na mendicância, no inferno do trânsito engarrafado a qualquer hora do dia e da noite, na ciência dos foguetes que explodem nas plataformas de lançamento, na filosofia existencialista do sufoco e do desespero, no escaldante calor de um verão tropical.

 

Fonte: oglobo.globo.com

Calendário da Paz sendo divulgado de uma forma mentirosa como sendo Calendário Maia? entenda mais sobre esse assunto...

 

O Calendário da Paz é um calendário da nova era, também conhecido no Brasil como "Sincronário da Paz" ou "Encantamento do Sonho", sendo esse último nome derivado do nome mundial, "Dreamspell". Foi criado pelo norte-americano José Argüelles, professor de história da arte, que por isso mesmo colocou "Tempo é Arte" como lema de sua nova criação, como se isso justificasse sua intromissão no mundo calendárico.

José Argüelles começou sua empreitada escrevendo o livro "O Fator Maia", onde ele diz que o calendário dele é MAIA. Desde então (86/87), ganhou milhões de dólares em cima dessa mentira, tentando, inclusive, junto à ONU e ao Vaticano, fazer com que o seu calendário fosse oficializado como o calendário oficial do "mundo ocidental globalizado".

Após perceber que a ONU e o Vaticano não poderiam resolver sua carência afetiva, Argüelles disse que é tudo culpa do capitalismo e resolveu oficializar uma seita hippie a partir do seu calendário. Lógico que ele, Argüelles, seria o Deus dessa seita. Na verdade, Argüelles disse que havia morrido e renascido como "Valum Votan" (claro, sem reencarnar, pois seria muito trabalhoso), esse seria então o nome do Deus criador do Calendário da Paz a partir de então.

O próprio nome "Encantamento do Sonho" (Dreamspell) explica com base em que o mesmo foi criado: apenas nos sonhos do Sr. Argüelles. Ele relata seus sonhos mirabolantes, onde ele diz ser o destinado a vestir a máscara de Pakal, um conhecido rei-sacerdote de Palenque que viveu há mais de mil anos, a quem, diga-se de passagem, Argüelles atribuiu, impropriamente, o sobrenome de "Votan". Ele só não usou o nome de "Pacal Votan" (que é como ele chama a figura histórica Kinich Janaab Pakal) pois seria muita cara-de-pau.

Entretanto, dentro da "profecia" (que também é um jogo de tabuleiro, onde você pode ser o salvador da humanidade em 2012) chamada Telektonon é dito que "Pacal 'Votan' é o servo no amor de Bolon Ik". Oras, Bolon Ik nada mais é do que "Nove Vento", um dia importante no calendário maia. Ao modificar a ordem original dos dias, Argüelles fez com que a mãe dos filhos dele fosse "Bolon Ik", e posteriormente mudou o nome para "Votan". É um claro indício de que a profecia Telektonon é baseada na própria vida pessoal dele.

Como se isso não bastasse, ele teve coragem de trocar o amor "profetizado" pelo amor de uma gostosinha mais nova, que era a então secretária (clichê detectado), e para isso ainda se aproveitou da descoberta de uma tumba de uma mulher importante que foi apelidada como "Rainha Vermelha". Pronto, era a deixa que ele queria, bastou chamar a ex-secretária de "Rainha Vermelha" para ela ocupar o lugar que era de "Bolon Ik". Mas como um profeta do gabarito dele não conseguiu prever que haveria uma secretária gostosa no meio do caminho ? Oh, não !

Quando passou a ser questionado mais intensamente, Argüelles disse que o calendário dele não era "maia", como ele havia dito no começo, mas sim "maia galático", sendo também o calendário usado pela já famosa "Federação Galática". Dessa forma, ele não precisaria provar nada, já que ninguém pode entrar em contato com a "Federação Galática" para poder apurar os fatos.

O Calendário da Paz é uma mistureba da nova era, que EM SUA ORIGEM diz ser o calendário maia, mas nunca foi. É um calendário que modificou a ordem dos ciclos maias e também incluiu uma série de práticas popularizadas pela "tchurminha" mística da nova era, tais como I Ching e runas.

O principal dogma (e argumento do Calendário da Paz para substituir o calendário gregoriano) é que "devemos sair da frequência 12:60 e ir para a frequência 13:20", onde 12:60 seria a frequência relativa ao calendário gregoriano. Pois bem, curiosamente o Calendário da Paz acompanha o mesmo sistema de anos bissextos que o calendário gregoriano, e modificou a ordem dos ciclos, deixando de contá-los a cada dia 29 de fevereiro para que, dessa maneira, os seus ciclos deturpados ficassem sempre em acordo com... O calendário gregoriano !

Por essas e outras, o Calendário da Paz foi um dos principais colaboradores no processo de ridicularização dos maias. Hoje, muitos leigos acreditam que os maias são ETs, que o mundo vai acabar em 2012 e que um planeta invasor chamado Nibiru (entre outros nomes) vai "chupar" (leia-se abduzir) todos aqueles que não seguirem o Calendário da Paz.

O Calendário da Paz criou crenças falsas na cabeça de milhares de pessoas, e muitas delas ainda acreditam que seguem o Calendário MAIA. Alguns seguidores mais fervorosos desse calendário são até capazes de abandonar o ideal "da paz" para que sua crença não seja zoada e se tornaram réplicas fiéis do ego de Argüelles, acreditando que tem papel fundamental na salvação de 2012.

Na gloriosa terra Brasilis, o representante oficial do Calendário da Paz vendia cursos que eram propagados como cursos do Calendário Maia até o começo de 2009, quando esse texto foi escrito originalmente. Não somos profetas como eles, para dizer como será em 2010, mas o quadro não parece muito animador ! Aguardemos, então, as novas pérolas da paz

OBS: Quer um exemplo claro de MENTIRA que é espalhada por aí faz anos, e que fui pessoalmente ano passado e pude constatar? FESTIVAL FORA DO TEMPO.
A organização do festival faz uso de informações do calendário da PAZ divulgando como sendo calendário MAIA para arrecadar dinheiro e atrair clientes. Quer uma prova REAL? acesse o site oficial do festival: http://www.festivalforadotempo.art.br/site2009/espiritualidade-calendario-maia.php

Sem mais.

Carta ao presidente Lula: Incontinência verbal

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em mais um de seus rompantes habituais de incontinência verbal, diz ter encontrado os culpados pelo caótico sistema de saúde nacional: os médicos. Segundo reportagem veiculada na sexta-feira (26 de março) em diversos jornais brasileiros, o presidente reclamou "que os médicos não aceitam ou cobram caro para trabalhar no interior e periferias e que é muito fácil ser médico na avenida Paulista".

Lula também criticou o Conselho Federal de Medicina, pedindo reconhecimento aos diplomas dos médicos formados em Cuba. Ainda em tom jocoso, criticou o médico responsável pela amputação do seu dedo mínimo da mão esquerda. Sua ira voltou-se também aos contrários à cobrança de novo tributo para aumentar os recursos ao setor de saúde.

O que o presidente finge não saber é que o médico sozinho no interior ou em periferias é incapaz de promover saúde. Ele precisa de apoio para exercer a sua profissão, como laboratórios, equipamentos para exames, hospitais, enfim tudo o que não é prioridade ou é claramente insuficiente em seu Governo.

Lula também finge não saber que ninguém é contra o médico cubano: exige-se apenas que ele, como qualquer outro, se submeta ao exame de avaliação exigido para formados no exterior.

Quanto à CPMF, governar impondo novos impostos ao já fatigado povo brasileiro, Sr. Lula, é tão vulgar quanto dizer que é "fácil ser médico na avenida".

Sr. Lula, a Associação Médica Brasileira, em nome dos mais de 350 mil médicos brasileiros, sente-se ultrajada com suas declarações, visto inverídicas, por considerar que elas não condizem com cargo que V. Sa ocupa e por atingir a dignidade e honradez daqueles que, diariamente em hospitais ou consultórios, muitas vezes em condições precárias, lutam por manter a saúde do povo brasileiro.

Presidente Lula, o Sr. deve um pedido de desculpas à classe médica brasileira.

José Luiz Gomes do Amaral

Presidente da Associação Médica Brasileira

 

fonte: www.amb.org.br

Católicos versus Evangélicos – Fight!

Olá crianças,

Neste clima natalino, recebi estes dias um SPAM muito pitoresco, que em pouco tempo acabou se tornando uma Guerra de emails nas listas católicas e evangélicas. O motivo?

Você se lembra do pastor Sérgio Von Helder?

Acompanhe a história atentamente. O Email dizia o seguinte:


Para refrescar a sua memória: 12 de outubro de 1995 , dia de Nossa Senhora Aparecida, durante o programa “Palavra de Vida”, transmitido pela TV Record, o pastor Von Helder teve o que podemos chamar de acesso de fúria, bestialidade, descontrole e total falta de respeito pela crença alheia e começou a chutar a imagem da padroeira do Brasil, gerando uma das maiores polêmicas religiosas da história recente do nosso país.

O “bispo” da Igreja Universal do Reino de Deus acabou condenado por “incitar a discriminação de preconceito religioso, por meio de palavras e gestos”, mas a maior pena ele nunca imaginava qual seria…

Um dia desses, na TV Canção Nova (canal 20 UHF RJ), durante a homilia o Padre Edmilson relembrou o fato que nos parecia tão distante, mas que ele trouxe à tona pelo final mais do que surpreendente.

Um tempo depois do episódio, o pastor Von Helder passou a sentir fortes dores na perna esquerda, a mesma que ele havia chutado a imagem da santa. Aos poucos as dores até então sem explicação foram aumentando até um ponto que ele teve que procurar auxílio médico. Von Helder tentou vários tipos de tratamentos no país, mas sem nenhum resultado… a dor simplesmente não melhorava.

Recomendado pelos médicos, Sérgio foi procurar ajuda nos Estados Unidos, numa clínica especializada. E lá passou um bom tempo internado. Segundo o próprio Sérgio, o tratamento era o melhor possível e o atendimento exemplar. Mas havia uma enfermeira que sempre lhe dedicou uma atenção especial, acompanhando- o durante todos os momentos difíceis e de muita dor, principalmente durante as noites em que a dor insistia em não passar, cuidando de sua perna e dando-lhe conforto e esperança. E assim o tempo passou e aos poucos o tratamento foi dando resultado, até a cura completa.
Sua alegria era tanta que, comovido, resolveu dar uma festa de agradecimento e despedidas para toda equipe que havia cuidado dele.

Durante a festa, Sérgio notou que a tal enfermeira, que havia sido tão importante em sua recuperação, não estava lá. Então foi procurar o diretor da clínica para saber do seu paradeiro. Perguntou a ele onde estava a tal enfermeira, negra, simpática e atenciosa, que havia confortado-o em todas as noites de dor e desesperança… Para o espanto de Sérgio, o diretor falou desconhecer tal enfermeira e que não havia nenhuma enfermeira negra trabalhando naquela área do hospital. Sérgio ainda insistiu, perguntando inclusive para outros médicos e enfermeiras se não poderia ser de alguma outra área, mas ninguém fazia idéia de quem ela fosse….

Foi aí que o ex-pastor Sergio Von Helder caiu de joelho aos prantos, no meio da festa, se dando conta do que tinha acontecido.. . Ninguém entendeu nada na hora, mas não havia o que entender. Sérgio se deu conta de que, neste tempo todo, a enfermeira que esteve ao seu lado em todos os momentos de dor e dificuldade era Nossa Senhora Aparecida. Tomado de vergonha e remorso, o Sérgio se converteu ao catolicismo e hoje conta a sua história para quem quiser ouvir… um testemunho de fé tardia, mas nunca é tarde para a bondade infinita de Deus e o carinho e amor maior de Maria, nossa Mãe, que mesmo humilhada não abandonou seu filho na doença.

Pra quem quiser conferir o depoimento do ex-pastor, fique atento por que a Canção Nova vai transmiti-lo em breve.

AMIGOS ESSA MENSAGEM É PARA QUE NUNCA A GENTE DÚVIDE DO PODER DE NOSSA SENHORA.

—————
Ok… você não precisa ser nenhum Kentaro Mori para saber que este email cheira a picaretagem… uma historinha natalina de milagre, arrependimento e perdão da nossa mãezinha Maria Madalena N. Sra Aparecida, tão comovente que deveria ser filmada pela mesma trupe que realizou a biografia do nosso presidente etílico.
Mas, como diria o Imperator da ATEA: “Onde estão as evidências?”
A história do email parece mesmo muito mal contada, com doenças incuráveis e misteriosas coincidentemente no mesmo pé blasfemeador, enfermeiras ninjas que desaparecem em um piscar de olhos e miraculosas conversões.
Nem preciso dizer que, no dia seguinte, as listas de discussão evangélicas estavam pegando fogo; muitos ameaçavam converter-se ao catolicismo, outros bradavam que aquilo poderia ser um embuste. Nas listas, blogs e sites católicos, a bandeira da vitória erguida…

Não tardou para receber outro Spam, que coloco adiante:
A história lembra aqueles milagres que muita gente diz que presenciou, mas que ninguém consegue provar. Sérgio Von Helder, o pastor da Igreja Universal que em 1995 chutou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, no dia da padroeira, teria se convertido ao catolicismo. O boato começou na internet, chegou a dois jornais do interior de São Paulo, foi publicado em uma respeitada revista católica, a Pergunte e Responderemos, editada pelo insuspeito dom Estêvão Bettencourt, monge do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro, e acabou no Programa do Ratinho, no SBT. Também congestionou as linhas telefônicas e lotou caixas de e-mails das emissoras de tevê católicas do País. Mas o milagre virou mico. Von Helder trabalha no escritório da Universal, em Nova York, seguindo ordens do chefão Edir Macedo, o patrono da Universal. Tanto que a mando do chefe, ele teria intermediado as aquisições de um canal de tevê em Atlanta e de uma emissora de rádio em Nova York.
A publicação levou muitos católicos a acreditar no falso milagre. O fato ganhou ainda mais repercussão quando um programa da tevê Canção Nova, emissora católica de Cachoeira Paulista, no Vale do Paraíba, interior de São Paulo, baseado na revista de dom Estêvão, divulgou o milagre como se tivesse ocorrido. Procuramos Von Helder no escritório da Universal em Nova York. O bispo não retornou às ligações até o fechamento desta reportagem. De qualquer forma, este é mais um round na batalha que católicos e evangélicos vêm travando desde meados dos anos 90. E esse assalto parece ter sido vencido pelos discípulos de Edir Macedo.

TOTAL FAIL.

Quem acompanha a coluna sabe que a gente se diverte com as maluquices e invencionices do “vale tudo religioso” para conseguir o Dízimo, mas esta troca de emails me chamou a atenção… até que ponto pode ir a batalha pela grana fé? Vale a pena inventar uma história cabulosa que pode ser desmentida facilmente via emails? ou não?
Tenho recebido relatos de que esta história tem sido contada nos cafundós do Brasil, onde são poucos os inclusos digitais e as notícias caminham ao passo de século XVII; que tem causado um bom estrago nas fileiras da IURD, já que desmentir uma lenda urbana é muito mais difícil do que criá-las.

E você, leitor, o que acha de tudo isso? vale tudo pelo Dízimo?

 

Fonte: www.sedentario.org

Certo, errado, verdadeiro, falso

child

Livros, jornais e revistas. Emissoras de TV e rádio com noticiários durante todo o dia. Google, Wikipedia, portais de notícias, blogs, Twitter, Orkut, Facebook, mais dezenas de e-mails que trazem anexos. E tudo isso é apenas parte dos canais que trazem informação de diferentes fontes.

Neste excesso, como separar a informação correta de todas as bobagens que circulam por aí?

O melhor modo é utilizar o pensamento crítico, uma das principais razões de o Ciensinando ter começado.

Pensar criticamente é compreender, avaliar e apresentar raciocínios e argumentos, pensando por si próprio.

O primeiro problema que afasta as pessoas desse conceito é a compreensão limitada das palavras crítico e crítica. Ambas têm vários sentidos, mas quase sempre crítico é aquele que aponta defeitos e faz análises negativas, e crítica é qualquer avaliação desfavorável. Esse desentendimento é resolvido com a consulta a um dicionário:

CRÍTICO
1. Que encerra crítica, análise, julgamento; que analisa (obra, atitude, evento) segundo certos critérios: Lançou-lhe um olhar crítico, analítico: um ensaio crítico sobre a obra.
2. Que é capaz de distinguir com competência o verdadeiro do falso, o bom do mau, etc.:Seu senso crítico o ajuda a tomar as decisões certas.
3. Que envolve perigo ou riscos: O navio passou por situação crítica em alto-mar.
4. Profissional que faz crítica literária, musical etc.: Os críticos elogiaram a peça.
5. Quem aponta defeitos, falhas etc.: Os críticos do governo foram severos.

Os dois primeiros itens resumem o sentido da palavra: “ser crítico” é saber analisar. Mas e a palavra “crítica”?

CRÍTICA
1. Análise para avaliação qualitativa de algo: Resolveu submeter os originais à crítica do amigo.
2. Atividade de apreciar e avaliar obra artística, científica, etc. (crítica literária, crítica musical)
3. O conjunto daqueles que exercem a crítica: A crítica foi unânime: todos elogiaram a obra.
4. (Popular) Avaliação desfavorável: Seu comportamento foi alvo da crítica de todos.

“Crítica” também é um meio de se analisar algo e não é necessariamente ruim. Logo, pensar criticamente é refletir sobre os argumentos e ideias apresentados em cada situação.

Exemplo: A questão ao lado, doENADE 2009 (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), pedia que os alunos avaliassem críticas feitas pela imprensa ao presidente Lula. A pergunta foi anulada após muita polêmica na mídia, com a justificativa pelos organizadores de haver problemas de formulação no texto.

Agora responda: ao ler a questão e as respostas de cada alternativa, você acha que houve mesmo algum “problema de formulação na questão”? Ou os responsáveis pelo ENADE preferiram abafar o caso evitando uma discussão sobre propaganda política numa prova oficial?

Pensar criticamente traz uma vantagem: ao avaliar ideias e argumentos, dificilmente se é manipulado pela quantidade absurda de informação que encontramos todos os dias.

Não é uma tarefa fácil, mas sua prática constante é sem dúvida o melhor meio de se tornar consciente em relação ao mundo em que se vive.

E se ainda restou alguma dúvida, não se preocupem: esse é um texto introdutório e o pensamento crítico será um dos assuntos mais abordados nesse espaço. A riqueza de exemplos fará com que todos entendam como ele funciona e como usá-lo no dia a dia.

fonte: Ciensinando

Chapada dos Veadeiros

    Uma dica, para todos os que se interessam pela cultura hippie ; É conhecer esse lugar, a Chapada Dos Veadeiros, um paraíso, que fica no coração do Brasil, eu já fui e recomendo, Alto Paraiso é uma cidade totalmente feita para quem curte a cultura dos hippies, muitos deles vivem por lá, prometo mais pra frente escrever um artigo, muito mais detalhado sobre o lugar.

 

Leia mais:Chapada dos Veadeiros

Charles Darwin: o homem da evolução

O naturalista inglês Charles Darwin foi criado como um lorde, mas prefere a linguagem coloquial para comentar o impacto de suas idéias e relembrar suas aventuras a bordo do navio Beagle

Charles Robert Darwin nasceu em 12 de fevereiro de 1809, na Inglaterra. Seu pai queria que ele seguisse a profissão dos homens da família, a medicina. Mas o curioso estudante, que colecionara insetos e pedras quando criança, não suportou a primeira cirurgia a que assistiu. O pai sugeriu, então, que se tornasse clérigo. No entanto, logo viu o rapaz embarcar como naturalista do barco inglês Beagle, cuja missão era mapear a costa sul-americana.

Resignado, o pai acabou fazendo investimentos que permitiram ao jovem não ter que trabalhar. Assim, Darwin pôde dedicar-se a pesquisar e desenvolver teorias. E que teorias! Com a publicação de A Origem das Espécies, ele concluiu que os seres evoluem por meio da chamada "seleção natural" - em que os indivíduos que nascem mais aptos às condições do ambiente prevalecem sobre os outros e passam suas características adiante. A idéia sacudiu o pensamento da época, acostumado a ver homens e animais como fruto da criação divina.

História - O senhor embarcou no Beagle aos 22 anos, em 1831, e viajou até 1836. A jornada forneceu a base das observações usadas para formular as teorias da evolução e da seleção natural. Mas A Origem das Espécies só foi publicado em 1859. Por quê?

CHARLES DARWIN - Minha filha, você pensa que uma teoria dessas surge assim, do nada? Não bastou embarcar no Beagle, dar um rolê pelos mares e continentes afora, olhar aí uma meia dúzia de passarinhos e tartarugas, voltar e tirar o homem da confortável posição de centro do Universo e rei da criação – que a Igreja se esmerou em lustrar por tanto tempo. Precisei desenvolver minhas idéias: cataloguei o que havia coletado, continuei observando os seres em seu meio e queimei muitos, muitos neurônios.

Pensei que o senhor fosse chegado ao linguajar da aristocracia inglesa, que se expressasse como um gentleman...

Ah, sim. Mas isso foi em vida, minha doce flor do campo. Depois que a gente bate a caçuleta e passa para o outro lado, fica mais relaxado, sabe?

Sei... Mas sigamos: o senhor esperava que sua teoria causasse tanta balbúrdia?

Lógico! Desconfiava seriamente de que o pessoal mais chegado à Igreja ia mesmo querer me pegar. E, naquela época, a teoria da criação representava muito mais que a simples idéia de que Deus criou o mundo e seus habitantes em seis dias e desde então a vida seguiu. Essa crença estava na base de quase tudo. Acreditar na evolução era coisa de ateu, revolucionário ou maluco.

O que achou da reação da sociedade?

Claro que a gente nunca espera se ver retratado com o corpo de um macaco, mas... Quer saber? Eu nem liguei para as caricaturas. Isso porque, antes de tornar públicas minhas idéias, pensei um bocado. Tive, inclusive, que superar minhas próprias crenças num Deus bondoso e benevolente, cuja expressão máxima seria a perfeição da criação. Conforme os anos foram se passando, uma coisa eu aprendi: o ser humano gosta de pensar que está acima dos animais, mas não é bem assim, não. Eu disse, em um dos meus livros, que “o homem ainda traz em sua estrutura fisica a marca indelével de sua origem primitiva”. Tô certo ou tô errado?

Como foi sua relação com o antropólogo, biólogo e geógrafo inglês Alfred Russel Wallace, que desenvolvia simultaneamente uma teoria semelhante à sua? Há quem diga que o senhor passou a perna nele...

Nada a ver. Ele foi um grande interlocutor e colaborador, trocávamos cartas. Isso acontece direto: mais de uma pessoa tem a mesma idéia ao mesmo tempo. Só levei a fama porque acabei publicando oficialmente antes dele.

Seu pai chegou a sugerir que o senhor virasse padre. O senhor acha que teria dado certo na carreira religiosa?

Imagina. Ia pegar mal à beça para um clérigo dizer que aquela história bíblica de “faça-se a luz” era uma papagaiada.

Como foi a viagem a bordo do Beagle?

Teve seus altos e baixos. Recolhi material suficiente para, depois, desenvolver uma teoria revolucionária. Por outro lado, eu enjoava que só vendo. E, hoje em dia, desconfiam que fui picado pelo barbeiro e contraí a doença de Chagas na América do Sul. Ninguém soube me curar, mas foi a viagem da minha vida.

O que o senhor acha dos debates atuais entre evolucionismo e criacionismo? E da teoria do design inteligente, que afirma que há uma inteligência superior por trás da evolução?

Cada um acha o que quiser. Mas é preciso que todos tenham acesso ao conhecimento acumulado pela humanidade para escolherem como preferem responder à velha pergunta: “De onde viemos?”

Existe um prêmio, o Darwin Awards, que, segundo os organizadores, “honra aqueles que ajudaram a melhorar o gene humano matando a si mesmos”...

Ha, ha, ha! Boa piada, espero que não seja mal interpretada. Sei que algumas de minhas idéias foram bastante distorcidas pelo nazismo, por exemplo, que recorreu à seleção natural para fundamentar a eugenia. Isso me deixa fulo.

Sabe que correram boatos de que o senhor se converteu no leito de morte?

Besteira. Eu nunca fui ateu. Jamais neguei a existência de Deus. Só disse que a criação não ocorreu como a Bíblia prega. Minha esposa ficava meio ressabiada. Tinha medo de que minhas idéias impedissem a gente de se encontrar após a morte, no paraíso.

Falando no além, após seu enterro na Abadia de Westminster, em Londres, ao lado de Isaac Newton, seu filho declarou que imaginava as longas conversas que vocês dois teriam durante o descanso eterno. Sobre o que vocês falam?

Trivialidades, acredita? Nossa contribuição para a ciência já foi feita em vida. Agora, comentamos sobre o jogo do Arsenal ou trocamos receitas de peixe com batatas.

*CLARISSA PASSOS é uma das Garotas que Dizem Ni, jornalistas e escritoras responsáveis pelo site www.garotasquedizemni.com. Especialista em generalidades, tem como passatempo imaginar como os grandes nomes - que hoje surgem sérios nos livros de história - levavam suas vidas cotidianas.

Saiba mais

Livro

A Origem das Espécies, Charles Darwin, Martin Claret, 2004 - Edição popular e com texto integral da revolucionária obra.

Autobiografia (1809-1882), Charles Darwin, Contraponto, 2000 - As memórias do cientista foram publicadas muitas vezes com rigorosa edição de sua família, que temia expor as conclusões anotadas por ele ao fim da vida. Esta edição em português traz o texto integral.

Site

charles-darwin.classic-literature.co.uk - Textos (em inglês) de várias obras de Darwin.

 

Fonte: historia.abril.com.br/ciencia

Chico Xavier e a cultura popular brasileira

É recomendável ler um artigo do prof. Bernardo Lewgoy, no link a seguir: http://www.hippies.com.br/download/docs/religiao-espiritismo.pdf

Segue abaixo a entrevista realizada pela Comunidade Virtual de Antropologia:

O nosso entrevistado do mês é o prof. Bernardo Lewgoy, do Departamento de Antropologia e do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, membro do Núcleo de Estudos da Religião da UFRGS. Mestre em Antropologia Social pela UFRGS (1992) e doutor em Antropologia pela USP (2000), Bernardo Lewgoy (1963) publicou vários artigos sobre antropologia da religião e, por último, o livro cujo título: O grande mediador: Chico Xavier e a cultura brasileira (Bauru: EDUSC, 2004, 136 pp) é objeto privilegiado desta entrevista.

O grande mediador: Chico Xavier e a cultura brasileira traz uma análise antropológica sobre a influência do mineiro (Pedro Leopoldo-MG) Chico Xavier na nossa cultura, redefinindo o espiritismo kardecista no Brasil. Chico Xavier, um dos grandes líderes religiosos do século XX, devotado como santo popular, é autor e psicógrafo de mais de 400 obras, traduzidas em várias línguas. Nesta obra, Lewgoy localiza a atuação do médium espírita a partir da era Vargas e analisa a sua influência nalguns setores da população brasileira, com destaque para a simpatia dos militares em relação ao espiritismo, e ainda, o imbricamento que Chico Xavier acabou por promover entre espiritismo, cristianismo e catolicismo. Enquanto indivíduo, Chico Xavier é analisado como um grande mediador em sentido bem amplo – seja pelo mediunato, seja pelo poder de agregar ao espiritismo a camada popular, seja por conciliar religiões e práticas importantes no Brasil nos setores da religiosidade popular.

Leia mais:Chico Xavier e a cultura popular brasileira

Coluna do dia: Haiti, EUA, Brasil e o choque de realidade

O terremoto no Haiti não jogou por terra apenas vidas e as estruturas daquele país miserável. Jogou por terra também os sonhos de grandeza do governo Lula e a farsa do discurso fácil de políticos que ainda tentam se iludir achando que o amadorismo e o despreparo podem tomar o lugar da competência e dos recursos.

A ocorrência do terremoto acabou deixando exposto o nervo da falta de recursos e da falta de equipamentos de nossas forças armadas em situações de grande necessidade. Sem condições financeiras e materiais de fazer frente ao desastre, o Brasil vê sua posição de liderança local ser posta em xeque pela esmagadora presença americana que controla todas as áreas vitais do país e a distribuição de donativos. Até no socorro às vítimas os americanos estão presentes de forma maciça e constrangedora, tomando para si a responsabilidade maior sobre todas as áreas coordenadas pela ONU no Haiti.

Isso é ruim para nós?

Não. A proporção da desgraça, a necessidade de ações rápidas e de recursos ilimitados para fazer frente a todas as exigências da situação coloca os EUA como o coordenador ideal das operações e, por ser o mais rico país do mundo, o verdadeiro protagonista da situação. O Brasil perde apenas o discurso fácil e a postura de “fortão” que o governo Lula sempre quis dar à presença brasileira naquele país.

Sem apoio sério de nosso governo e sem equipamentos capazes de fazer frente às necessidades do momento e, até mesmo, antes do terremoto, nossos militares conseguiram um resultado muito bom graças à experiência brasileira em favelas e ao fornecimento de material bélico pela ONU.

Mas, nesse momento, a brincadeira acabou e a ocasião exige que “adultos” e países experientes tomem conta da situação. Nosso exército tem excelente material humano e cérebros de alto nível. No entanto, nossas forças armadas estão em tal nível de sucateamento que é impossível para nós imaginar que sejam capazes de fazer frente até a situações do dia a dia (basta lembrar que o Brasil dispõe apenas de 4 caças interceptadores – supersônicos – para fazer frente a invasões de nosso espaço aéreo e que nossa marinha praticamente não tem navios patrulhando o nosso litoral pela simples questão de falta de combustível).

Poucos brasileiros podem saber disso, mas, por trás da propaganda do governo Lula de forças armadas equipadas e preparadas, há na verdade desaparelhamento e abandono quase total. Nos quartéis, militares são liberados para voltarem à casa todos os dias pela simples falta do que comer. Veículos que nos custaram muito caro são canibalizados para que unidades com problemas mecânicos possam continuar operando porcamente em mínimas atividades cotidianas.

Estamos criando forças armadas mal treinadas, mal equipadas e inaptas para defender nossas riquezas, nossas fronteiras e atender às mínimas condições operacionais em casos de grandes catástrofes (que também podem acontecer aqui).

O terremoto no Haiti parece ter causado abalos no ego e nos sonhos de uma gente que achava a participação do Brasil em uma missão de paz da ONU uma brincadeira ou, como eles gostam de fazer muito por aqui, um trampolim para ambições políticas em relação à própria ONU.

Agora, a verdade, caiu-lhes, literalmente, na cabeça.

 

 

fonte: perspectivapolitica.com.br

Comediantes sacaneiam Lula na TV israelense

Antes de mais nada, queremos reiterar nossa admiração à carreira etílico-política do nobre molusco filho da pátria que governa atualmente o nosso país. Digam o que quiserem, estes episódios envolvendo a empreitada brasileira no Oriente Médio são extremamente divertidos.

Só achei muito ruim a caracterização do presidente Lula nesta esquete de um programa de humor da TV israelense (legendado em português):

[youtube:http://www.youtube.com/watch?v=gw78mc8zcnI&feature=player_embedded]

Uma campanha TRETA por governantes hilários para sociedades idem.


fonte: TRETA

Copa 2010: o que faz o som das vuvuzelas tão irritante?

Após a primeira vitória do Brasil na Copa do Mundo 2010 (para quem é um ET e ainda não sabe do resultado, ganhamos da Coréia do Norte por 2×1) milhares de vuvuzelas – aquelas cornetas que estão muito populares nessa época – foram tocadas.

Se seu irmãozinho não comprou uma para atormentar todo mundo na sua casa, você já deve ter ouvido o som em algum outro lugar, e descobriu que não há palavras para descrever a chatice do barulho.

Mas porque, afinal, o som da vuvuzela é tão chato? Engenheiros acústicos responderam a essa pergunta.

 

“O volume a que uma vuvuzela pode chegar é explicado pelo formato do instrumento”

O som que sai do instrumento (de tortura acústica, por assim dizer) é formado pelos lábios do “usuário” que, fazendo um barulho similar ao pum (ou, cientificamente falando, abrindo e fechando os lábios aproximadamente 235 vezes por segundo), aumenta a ressonância no cone. Se tocada por um expert a vuvuzela produz um som similar ao de um berrante, mas, na boca de torcedores fanáticos que só querem fazer barulho, o som não sai como esperado. Isso acontece porque as pessoas que não têm prática não conseguem manter o fluxo do ar e o movimento dos lábios constante.

E o som estranho obtido quando milhares de torcedores tocam suas vuvuzelas é causado pela diferença de freqüência que cada instrumento produz, também influenciado pelo “músico” que está tocando. Por isso não há um som padronizado e por isso um estádio da Copa fica soando como um enorme enxame de abelhas.

O grande volume a que uma vuvuzela pode chegar é explicado pelo formato do instrumento. Como é fino, ele produz notas mais agudas do que outros instrumentos do tipo, o que também explica a nossa sensação de que a vuvunzela é mais “gritante”.

 

“O som é chato por ser agudo, logo, nossa audição não se acostuma com ele”

Nossa audição é feita para se adaptar a sons persistentes. Veja o ronco do seu namorado, por exemplo: apesar de ele estar roncando, chega uma hora em que você se acostuma com o som e dorme também – apesar de ficar um período querendo afogar ele em seu travesseiro. Mas o ronco é (normalmente) um som grave.

O som da vuvuzela é chato por ser agudo, logo, nossa audição não se acostuma com ele. Como nossa audição é feita para ser um sistema de aviso (um som súbito podia significar um predador se aproximando, para nossos ancestrais), ficamos atentos a sons diferentes.

E a pergunta que não quer calar: sim, a vuvuzela prejudica a audição de quem fica exposto ao seu som por muito tempo. Como produz 116 decibéis a um metro de distância, ficar 7 segundos perto de uma vuvuzela já excede o limite de barulho que devemos suportar no ambiente de trabalho por lei. E, como uma multidão tocando vuvuzelas produz um som ainda mais forte, ficar em um estádio da Copa representa, sim, um risco para sua audição.

Na TV, normalmente, as emissoras fazem um balanço de som, para que as vuvuzelas não se sobressaiam à voz dos narradores do jogo – então quem está em casa não tem com o que se preocupar. Mas, para quem vai ao estádio, o aconselhado é levar pedaços de algodão para colocar no ouvido.

[youtube:http://www.youtube.com/watch?v=CByD2fbKTew]

 

fonte: bule voador

Credo de um cientista de hoje (por Julian Huxley)

Creio que a vida pode ser digna de ser vivida. Acredito nisto, a despeito da dor, da miséria, da crueldade, da infelicidade e da morte. Não creio que seja necessariamente digna de ser vivida somente para que a maior parte das pessoas possa sê-la.

Também creio que o homem, como indivíduo, como grupo, e coletivamente como humanidade, pode realizar um propósito satisfatório na existência. Creio isto a despeito do mau êxito, da ausência de finalidade, da frivolidade, do tédio, da preguiça e do fracasso. Ainda, não creio que haja inevitavelmente um fim inerente ao universo ou à nossa existência, ou que a humanidade tenda a alcançar um propósito satisfatório, mas somente que tal propósito possa ser encontrado.

Leia mais:Credo de um cientista de hoje (por Julian Huxley)

Criadores do Unix ganham o Prêmio Japão

 

O Prêmio Japão, seguindo o exemplo do conhecido Prêmio Nobel, é entregue anualmente a pessoas de todas as nacionalidades cujas realizações em ciência e tecnologia sejam reconhecidas como tendo feito avançar as fronteiras do conhecimento e servido à causa da paz e prosperidade para a humanidade.

Mantido por uma fundação específica (a Japan Prize Foundation) com apoio do governo do Japão, o prêmio consiste em um certificado, uma medalha comemorativa e uma quantia de cerca de R$ 1.000.000 , e vem sendo entregue anualmente desde 1985.

E em 2011 o prêmio foi concedido a 2 senhores de larga experiência, aos quais todos os fãs, usuários e desenvolvedores do Linux devem bastante: Dennis Ritchie e Ken Thompson.

Leia mais:Criadores do Unix ganham o Prêmio Japão

CrisTOY

Depois dizem que com Religião não se brinca.

O bom desse brinquedo é que se o seu filho o quebrar, em 3 dias ele se conserta sozinho.

Segundo a embalagem o boneco é " totalmente articulado", ou seja, não é como aqueles bonecos que você compra e ficam pregadões, sem se moverem.

A embalagem ainda diz: "Ouça Jesus Falar". Certamente ele ensina os mandamentos de Deus como: "Não farás pra ti imagem alguma do que está nos céus.." ou então "Vinde a mim as criancinhas... por apenas R$ 49,90!"

Sim. Jesus, o Filho de Deus custa R$ 49,90! O que comprova que Judas nunca foi um bom judeu, pois o vendeu por apenas 30 moedas.

E enquanto a Hasbro cobra R$ 70,00 no Max Stell, um boneco que precisa de uma lancha de R$ 40,00 pra fazer uma operação oceânica, a Tales of Glory (fabricante de Jesus) cobra apenas R$ 49,90 num boneco que não precisa de acessório nenhum pra caminhar sobre as águas. Pense nisso na hora de presentear.

Falando no preço do brinquedo ainda, não sei quanto custa os outros apóstolos da coleção, mas o boneco de seu arqui-inimigo com certeza está 16,70 mais caro que Jesus, o Filho de Deus. Faça as contas agora na calculadora do Windows e veja o resultado.

Mas eu ainda acho que  o Falcon e os Comandos em Ação são brinquedos mais cristãos que esse aí. Eles sim são verdadeiras réplicas dos cristãos que conhecemos: fazem guerras, atiram... essas coisas...

 

Fonte: http://danilogentili.zip.net

Curiosidades sobre o trance

Para aqueles, que são curiosos, e querem saber um pouco mais sobre os estilos, a diferença entre Trance e o Trance psycodelico, suas vertentes e subvertentes, progreesivo, dark, full on, curiosidades entre outros ; Esse video e a apresentação é muito util para aqueles que estão procurando essas informações. Depois caso haja um interesse maior, posso postar algum artigo sobre cada uma delas. Fiquem com Deus, e até a proxima.

 

Leia mais:Curiosidades sobre o trance

Descoberta antimatéria que cria nova tabela periódica

Um grupo internacional de cientistas, com participação brasileira, conseguiu a primeira evidência experimental de que núcleos atômicos compostos de antimatéria podem ser produzidos pela colisão de íons de ouro em alta energia.

A capacidade para formar em abundância essas partículas exóticas, segundo os autores, poderá ser fundamental para por a prova aspectos fundamentais da física nuclear, da astrofísica e da cosmologia.

Produção de antimatéria

O experimento, realizado pela Colaboração Star - que reúne 584 cientistas de 54 instituições em 12 países diferentes - foi produzido no Colisor Relativístico de Íons Pesados (RHIC, na sigla em inglês), localizado nos Estados Unidos.

Segundo Alejandro Szanto Toledo, físico da USP e coautor do estudo, o artigo descreveu a primeira observação da formação de um anti-hipernúcleo.

De acordo com Toledo, uma colisão de íons pesados em alta energia, como a que foi produzida no RHIC, gera uma grande quantidade de partículas. Em tese, quando a energia é suficiente para atingir uma transição de fase, são geradas também as antipartículas.

"Essas antipartículas são submetidas à coalescência - um processo análogo à condensação - e algumas delas podem agregar, por exemplo, dois antinêutrons e um antipróton, formando um antitrítio - isto é, um núcleo de antimatéria correspondente ao do átomo de trítio - o isótopo do hidrogênio que possui dois nêutrons e um próton", disse Toledo.

Fora da Tabela Periódica

O experimento, segundo o professor, formou hádrons - partículas formadas por quarks, como os prótons e nêutrons - que possuem um chamado quark estranho, formando o chamado hipernúcleo. No modelo padrão da física de partículas, o quark estranho é aquele que possui o novo número quântico conhecido como "estranheza".

"Esse hipernúcleo formado, que é um antiestranho, é feito de antimatéria. Essa é a primeira vez em que se conseguiu uma evidência experimental de um anti-hipernúcleo. Ou seja, obtivemos um núcleo que está fora do espaço biparamétrico da tabela periódica. Trata-se, portanto, de antimatéria", explicou Toledo.

Segundo ele, já se havia obtido antiprótons e antielétrons - ou pósitrons. Mas é a primeira vez que se obtém um anti-hipernúcleo, que é algo bem mais complexo e mais raro. "Estamos felizes por termos um grupo [brasileiro] participando do trabalho, porque trata-se de fato de uma descoberta," destacou.

Outro tipo de matéria

Toledo explicou que a reação foi produzida nos mais altos níveis de energia atingidos pelo RHIC. Essa região de alta densidade de energia foi formada pela colisão de dois núcleos de ouro a 200 gigaelétron-volts (GeV).

"Como se trata de um anel de colisão, a energia no centro de massa é de 400 GeV: uma quantidade de energia suficientemente grande para derreter a matéria nuclear e provocar uma transição de fase. Com isso, conseguimos passar da matéria hadrônica para a matéria conhecida como quark-glúon plasma", explicou.

Esse novo estado da matéria nuclear originado da transição de fase, de acordo com Toledo, também foi observado pela primeira vez de forma conclusiva no HRIC. É esse estado que possibilitou a formação da coalescência, produzindo os anti-hipernúcleos.

"Para se ter uma ideia da eficiência do processo, basta dizer que, em 100 milhões de colisões, 70 foram observadas. Para reconhecer essas 70 colisões, foi preciso fazer um trabalho de identificação dessas partículas e de seus descendentes em um meio superpovoado com todas as partículas criadas pela colisão. Algo como encontrar uma agulha em um palheiro. O filtro necessário para detectar essas partículas teve que ser desenhado com extrema precisão", disse.

Descoberta antimatéria que irá criar nova tabela periódica11
"Se estendermos a tabela, podemos encontrar também o número de antiprótons e de antinêutrons no mesmo plano. Com isso, poderíamos criar um terceiro eixo na tabela, que nunca foi observado e é perpendicular aos outros dois: o eixo da estranheza." [Imagem: Star]

Tabela Periódica de antimatéria

A partir desses resultados, segundo Toledo, um dos caminhos possíveis consiste em prosseguir com os experimentos até a construção de uma nova tabela periódica. A próxima meta planejada, de acordo com ele, é a criação de um anti-hélio: uma partícula alfa de antimatéria.

"Quanto mais complexo é o antinúcleo, menor a probabilidade de coalescência. O anti-trítio é composto de três partículas. Mas se quisermos um anti-hélio, vamos precisar de quatro partículas na mesma região do espaço: dois antiprótons e dois antinêutrons. Não será fácil, mas a Cooperação Star irá enveredar por essa direção", afirmou.

Eixo da estranheza

Outro caminho para as investigações, segundo Toledo, consiste em colocar à prova as leis fundamentais da física de partículas. "Por exemplo, sabemos que a tabela periódica até recentemente possuía dois eixos: o número de prótons e o número de nêutrons. Se estendermos a tabela, podemos encontrar também o número de antiprótons e de antinêutrons no mesmo plano. Com isso, poderíamos criar um terceiro eixo na tabela, que nunca foi observado e é perpendicular aos outros dois: o eixo da estranheza."

Nova Tabela Periódica

Para conhecer outros estudos que prometem criar novas tabelas periódicas, veja as matérias

 

Os coautores brasileiros do estudo sobre a antimatéria são, além Toledo, Alexandre Suaide e Marcelo Munhoz - professores do Departamento de Física Nuclear da USP -, Jun Takahashi, professor do Instituto de Física da Unicamp e seus orientandos de doutorado Rafael Derradi de Souza e Geraldo Vasconcelos.

fonte: www.inovacaotecnologica.com.br

Deus é imoral (e bundão...)

     Não vou fazer rodeios. Pra mim, religião é uma fonte particularmente fértil de idéias ruins. Na verdade talvez seja a pior delas, já que destrói o sistema imunológico da mente, o senso crítico, daqueles que a seguem, de fanáticos a moderados.

     Veja um vídeo, onde o genial Matt Dillahunty tenta convencer um telespectador que tem valores morais superiores ao do deus que ele acredita.
     É muito difícil até para quem compartilha a opinião do Sr. Dillahunty, acompanhar seu raciocínio. O cara é retoricamente impecável!

[youtube:http://www.youtube.com/watch?v=4PTGoEnDrHU]

[youtube:http://www.youtube.com/watch?v=wKtKKbIkntQ]

     Caso queira assistir mais vídeos desse fantástico programa de TV chamado "The Atheist Experience' [A Experiência Ateísta], iniciativa da Comunidade Ateísta de Austin, que, desde 1997, vem promovendo a racionalidade e combatendo a estupidez religiosa e outras idéias ruins, acesse o site oficial, que possui uma lista contendo vários links para maior parte dos episódios do programa, que podem ser vistos, em inglês, no google video, e está disponível no endereço: www.atheist-experience.com



     Vários outros vídeos interessantes sobre o tema foram traduzidos para o português, e podem ser vistos no canal "FightBadIdeas channel" no YouTube no endereço: www.youtube.com/FightBadIdeas

     Assista também esse vídeo engraçadíssimo:

[youtube:http://www.youtube.com/watch?v=6XXBBIWnyaM]
 
 
 
OBS: o conteúdo desse post pode vir a ofender várias pessoas que possuem crenças religiosas de qualquer espécie. Caso seja um religioso e sinta-se ofendido, não nos envie emails chingando, rogando pragas ou nos ameaçando como várias pessoas já fizeram. Vão reclamar na puta que os pariu (aproveitando que hoje é dia das mães)

Do outro lado da praia

     Lá do outro lado da praia, há lugares no mundo em que ser político não é uma profissão, é um dever cívico de homens capazes. Há grandes metrópoles em que os meios de comunicações podem fazer edições completas só de boas notícias. Há países inteiros com oportunidades tanto para seus cidadãos quanto para os estrangeiros que procuram uma vida melhor. Diversas das doenças evitáveis com um bom saneamento estão erradicadas, e a saúde pública funciona na maioria dos hospitais. Há capitais em que as casas ainda dormem com as portas abertas e bairros onde as famílias ficam tranqüilas deixando seus filhos brincarem nas ruas. Lugares em que os moradores de ruas são clássicos homens de barba que profetizam sobre política, moral e religião enquanto alimentam os pombos.

     Essa diferença para a nossa realidade não é um acaso. Não é fruto de posicionamento geográfico, muito menos conseqüência de riqueza natural. É o reflexo de uma evolução histórica gerada pelo motor de todas as mudanças sociais: a força popular. Os mais importantes ganhos para tal conjuntura evolutiva democrática foram sempre conquistados pela iniciativa das classes, seja o radicalismo estudantil, a contracultura rebelde, a extrema direita liberal, a militância operária ou até mesmo o moderno movimento feminista. Mas sempre, ontem e sobretudo hoje, o povo.

     Nosso hábito de abrir um jornal e achar normal ler notícias que revelam uma situação caótica é o maior mal do terceiro mundo. Estar acostumado a viver em paz com políticos medíocres, serviços públicos ao descaso, conturbação urbana, segregação e tanta violência descontrolada, não é um estado de satisfação, muito menos uma virtude. As principais mudanças políticas e sociais só aconteceram e só acontecerão, em toda a história, pela motivação popular e a participação ativa dos cidadãos. É exatamente essa nossa acomodação que faz com que as coisas não evoluam no país mais rico, deslumbrante e maravilhoso do mundo.

     Uma mudança social, vinda de uma população consciente, deve passar por dois níveis. O primeiro é a perplexidade e a negação. O segundo é protesto e o ativismo. E aí, quando um povo consegue gerir seus próprios anseios e exigir suas necessidades as coisas começam a melhorar… Ser terceiro mundo é aceitar ser chamado de terceiro mundo. Comece a mudança agora: revolte-se contra essa bagunça! Mude sua postura passiva. A solução para os problemas do seu bairro, da sua cidade, do seu estado e do se país é você. Busque educação, conheça seus direitos, preste seus deveres. Não seja mais um telespectador do caos, entenda que você é a causa e a solução do problema.

Seja Brasil!
 
 

É duro ser ateu no Brasil

É duro ser ateu no Brasil. Em primeiro lugar porque é uma coisa que dificilmente conseguimos cultivar na infância, dado a cultura cristã que existe em nosso país. Tão logo nascemos, somos batizados ou apresentados à igreja. Algumas famílias atéias favorecem o crescimento sadio de pessoas nessa condição. No meu caso, fui batizado na igreja católica, fiz catecismo, primeira comunhão etc. Já no catecismo questionava algumas coisas, eu tinha oito anos e queria saber onde estavam os dinossauros na bíblia. Infelizmente, não obtive essa resposta com a professora de catecúmenos, então, comecei a visitar as enciclopédias. Eu era um ateuzinho latente.

Assumir a posição de ateu, de cético, numa sociedade onde o comum é acreditar em amigos imaginários, sejam eles joevá, jesus, santos, anjos, brahma, espíritos de luz, almas penadas, pombas giras, super-homem, caboclos e cia limitada. Quando você diz que não acredita em nada disso, o anormal é você. É muito compreensível acreditar em seres que não vemos, mas, que estão lá “com certeza”. Talvez, se eu professasse a crença no unicórnio rosa invisível fosse menos estranho, pois, me assemelharia aos demais crendo em algo etéreo. Minha anormalidade não seria tão estranha assim.

 

“Mitologia é o nome que damos às religiões dos outros” (Joseph Campbell)

Interessante são as frases de senso comum que os ateus ouvem, ao se declararem como tais:

- Nossa, você é uma pessoa tão boa … como pode ser ateu?

- Você é um imoral …

- Ateu?! Isso não é coisa de deus …

- Ateu, graças a deus, né!?

- Você não é ateu, é à toa!

- Vou orar por você!

O que eu posso fazer diante dessas frases? Rir. É isso o que eu faço. Diante de meu escárnio as pessoas se ofendem, porém, não me dão o direito da ofensa diante dessas frases. É como se a verdade delas fosse melhor que minha, e, por estarem do lado de um deus pessoal, atribuem a si o ônus da autoridade.

 

“Não é possível convencer um crente de coisa alguma, pois suas crenças não se baseiam em evidências; baseiam-se numa profunda necessidade de acreditar” (Carl Sagan)

Seria engraçado, se não fosse trágico. É a pressão social para que você se encaixe no sistema. Você tem que ser um deles, caso contrário subverte todos os valores importantes que se prezam. Ateus são imorais. Ah! Os ateus deviam sair dos armários e mostrar quantos somos, que na família de cada um crente pode haver um de nós, passarmos a ser conhecidos aos nossos, isso pode fazer um pouco de diferença. Ateus tem poucos direitos: fato. O que eu quero dizer com isso? Bem, somos um país democrático e cada um pode expressar sua opinião e credo, assim como a igreja faz as romarias, as pregações em praça pública, os atos ecumênicos, eu gostaria de ver os ateus fazendo suas apologias aos quatro ventos, ia ser uma confusão só, pois, isso não pode. Andar com camisas do tipo: jesus é a salvação; jesus, salvador; jesus voltará, não perca tempo etc, isso pode, e andar com uma camisa com dizeres ateus? Alguém se arrisca? Tipo: não há deus, está perdendo seu tempo; o inferno só existe na sua cabeça; viva o evolucionismo. Isso seria motivo para escárnio da normalidade crente.

Por outro lado, alguns ateus entendem essas atitudes como militância e coisa típica de teístas. Não é meu caso, entendo como manifestação de opinião, não estou em campanha, apenas exalto o que acredito, assim como quando saio na rua com a camisa de meu clube favorito, não estou dizendo para todos torcerem para ele, mas, demonstrando no que acredito.

 

“Eu jamais iria para a fogueira por uma opinião minha, afinal, não tenho certeza alguma. Porém, eu iria pelo direito de ter e mudar de opinião, quantas vezes eu quisesse” (Friedrich Nietzsche)

É duro ser ateu no Brasil. Tente falar em evolucionismo, eles vem logo com a pergunta: você acredita que descendemos dos macacos? Eu respondo: não, nunca acreditei porque nunca foi dito isso, o que disseram é que temos um ancestral em comum. Mas, claro, meus amigos teístas acham muito mais convincente acreditar que deus fez o homem do barro, a mulher de sua costela e eles foram enganados por uma serpente falante, é uma versão muito mais confiável, com certeza.

Não digo que o evolucionismo encerra em si todas as respostas para os milhões de anos de evolução, ao contrário, acredito que seja uma teoria ainda em desenvolvimento, mas, que apontou um caminho de partida melhor que as mitologias.

Eu me assumo como ateu para as pessoas, e vejo a reação de muitas delas, os mais velhos, então, esses, arraigados há décadas com o pensamento cristão, me olham de cima embaixo, e me queimam na fogueira de seus olhos. Ah! O amor ao próximo, é um lindo lema, mas, infelizmente, ele não vale se você for ateu. Interessante é quando assumo essa postura diante de quarenta pessoas de uma só vez; gosto muito de ver as reações, pessoas torcendo o nariz, outras curiosas, algumas cochichando e os murmúrios: “que absurdo”, “nossa”, “meu deus”, “que pecado” – acho fantástica a tolerância dos teístas, igual o mestre deles ensinou. (ironia)

 

“Cada vez que ouço cristãos falarem de moral, sinto revoltar-me o estômago” (Karlheinz Deschner)

É duro ser ateu no Brasil. Muitas vezes somos chamados de inescrupulosos, vis, canalhas, ímpios, execráveis. Somos acusados de querer, sob a bandeira do ateísmo, granjear poder político para que a população católica e cristã tenham subtraídos os seus direitos de manifestarem seu repúdio ao ateísmo e, com isso, tolher qualquer ação proselitista. Essa última parte me chama a atenção, acusam-nos de querermos tolher o direito de repúdio ao ateísmo, como assim? As pessoas tem o direito de repudiar os ateus? E o direito de ser ateu, fica onde? Essa coisa de: meu direito começa onde termina o seu, não vale para os ateus?

Pergunto-me se um dia isso vai acabar, se vamos poder nos mostrar como ateus sem o medo de sermos perseguidos, se vamos poder andar com camisas com dizeres ateus, se vamos poder debater abertamente. Será que um dia não seremos mais enxergados como imorais, vis e desprezíveis? Só queremos gozar dos direitos que todo ser humano tem. O direito de termos direitos.

 

Fonte: bulevoador.haaan.com

Ego, o falso centro

Osho

O primeiro ponto a ser compreendido é o ego.


Uma criança nasce sem qualquer conhecimento, sem qualquer consciência de seu próprio eu. E quando uma criança nasce, a primeira coisa da qual ela se torna consciente não é ela mesma; a primeira coisa da qual ela se torna consciente é o outro. Isso é natural, porque os olhos se abrem para fora, as mãos tocam os outros, os ouvidos escutam os outros, a língua saboreia a comida e o nariz cheira o exterior. Todos esses sentidos abrem-se para fora.

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